Israel impõe condições para relaxar bloqueio

Enquanto o chanceler israelense Shimon Peres pedia neste sábado à Autoridade Palestina (AP) que retome sem condições prévias as conversações de paz, o primeiro-ministro Ariel Sharon advertia o líder da AP, Yasser Arafat, de que só irá relaxar mais o bloqueio imposto às zonas ocupadas por palestinos quando cessar o terror. Os palestinos declararam que só negociarão com Israel tendo por base as propostas do ex-primeiro-ministro israelense Ehud Barak, que lhes ofereceu quase toda a Cisjordânia e a Faixa de Gaza, além de parte do leste de Jerusalém. Mas as conversações fracassaram em janeiro, e Barak foi claramente derrotado nas eleições. Peres, arquiteto dos acordos prévios com os palestinos, disse hoje que Arafat cometeu um erro ao rejeitar as propostas de Barak, mas assegurou à rádio israelense que seu país está relaxando o bloqueio aos territórios ocupados, embora os árabes não tenham combatido a violência na região. Ele considerou a possibilidade de Arafat não conseguir controlar completamente as áreas sob sua administração. Sharon, porém, exigiu maior controle das hostilidades por parte da Autoridade Palestina. No início da semana, Israel anunciou a prisão de três palestinos supostamente responsáveis pela morte de oito israelenses, e afirmou que o grupo era dirigido por um comandante regional da unidade de segurança Força 17, de Arafat. Peres disse desconhecer se Arafat sabia da participação do comandante em ataques contra israelenses mas que "agora, que sabe, a Autoridade Palestina tem que tomar medidas imediatas para deter isto". Segundo Israel, o grupo planejava um ataque a bomba próximo aos quartéis israelenses na Cisjordânia, nos arredores de Jerusalém.

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