Israel inicia nova ofensiva por terra no sul do Líbano

Horas depois de o Gabinete de Segurança de Israel ter aprovado a ampliação da ofensiva terrestre contra a guerrilha xiita libanesa Hezbollah, tropas israelenses foram vistas se movendo para dentro do território do Líbano, apoiadas por intenso fogo de artilharia. A informação, atribuída ao Canal 2 de Israel e confirmada por testemunhas, foi repassada pela agência de notícias Reuters e pela rede britânica BBC.Embora a notícia do início da nova invasão tenha sido dada por um correspondente militar da rede de TV, as Forças de Defesa Israelense prontamente negaram que as movimentações sejam parte da ampla ofensiva aprovada pelo governo israelense horas mais cedo.Segundo um porta-voz do Exército citado pela Reuters, as operações estarão limitadas a atual área de conflito, a poucos quilômetros da fronteira. Mais cedo, o gabinete havia autorizado uma ofensiva por terra com o objetivo de isolar uma faixa de 30 quilômetros no sul do Líbano, da fronteira com Israel até o Rio Litani. Ainda de acordo com a Reuters, os soldados e tanques cruzaram a fronteira nesta quarta-feira com o objetivo pontual de sufocar os lançamentos de foguetes do Hezbollah a partir da cidade de al-Khiam.Ampliação da ofensivaA ampliação da ofensiva anunciada mais cedo ,implicará no envio de tropas adicionais para regiões ainda não alcançadas pelos soldados do Exército judeu. O objetivo da decisão é intensificar os danos contra a infra-estrutura do Hezbollah e obter o maior número de vitórias antes que uma proposta de cessar-fogo para região seja aprovada pelo Conselho de Segurança da ONU.O plano para expulsar os guerrilheiros do Hezbollah para o norte do Rio Litani provavelmente ampliará os já violentos combates na região, além de deixar Israel mais uma vez com o controle de uma zona de segurança da qual havia saído há seis anos, após 18 de ocupação.Além disso, a nova ofensiva colocará mais pressão para que a ONU aprove rapidamente uma resolução que imponha um cessar-fogo em um conflito que já matou mais de 800 pessoas, causou destruição em todo o sul do país e forçou centenas de milhares de israelenses a procurarem abrigo em bunkers antibomba. Em entrevistas após a reunião do gabinete, o ministro do Comércio israelense, Eli Yishai, disse que a previsão é de que a ofensiva dure cerca de 30 dias. No entanto, um acordo de cessar-fogo apoiado pela comunidade internacional é esperado para os próximos dias. Segundo autoridades israelenses, a ofensiva será cancelada caso uma resolução que remova o Hezbollah da fronteira sul do Líbano seja aprovada.Ainda segundo as autoridades israelenses que participaram da reunião, a decisão tomada pelo gabinete não implicará em uma ação imediata, já que seu objetivo foi apenas permitir que o ministro da defesa israelense, Amir Peretz, e primeiro-ministro, Ehud Olmert, ordenem a ampliação da ofensiva caso avaliem que ela é necessária. Mais cedo, a agência de notícias EFE informou que cerca de 40 mil soldados e reservistas israelenses foram posicionados na fronteira norte do país à espera de um sinal verde do governo para invadir o território libanês. Texto atualizado às 19h15

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