Israel inicia operação terrestre em Gaza

Fronteira da faixa costeira está sendo alvo e soldados do Hamas estão trocando tiros com as tropas israelenses

AE, Agência Estado

18 Julho 2014 | 00h41

A Jordânia pediu por uma reunião de emergência do Conselho de Segurança da Organização das Nações Unidas (ONU) após Israel ter iniciado a invasão por terra na Faixa de Gaza. Mais cedo, a administração Obama acusou os israelenses de falharem em fazer tudo para evitar as fatalidades de civis em Gaza.

A missão da Jordânia para a ONU informou que não há nenhuma reunião prevista ainda, sendo que amanhã o conselho irá se reunir para discutir a situação no leste ucraniano, onde ontem um avião foi abatido, possivelmente com um míssil terra-ar. A Jordânia é o representante árabe no Conselho de Segurança.

Israel deu início à invasão por terra às 22h00 de quinta-feira, no horário local, com milhares de soldados. Segundo relatos de um oficial de segurança em Gaza, é possível ouvir o disparo de projéteis de tanques a cada minuto. Ele informou que toda a fronteira da faixa costeira está sendo alvo e que os soldados do Hamas estão trocando tiros com as tropas israelenses em uma cidade no norte de Gaza. "Também há fogo do mar contra postos da polícia", disse.

O general de brigada de Israel Motti Almoz esclareceu que um número grande de forças terrestres está sendo acompanhado por enorme apoio aéreo, forças navais e do serviço de inteligência. Eles pretendem tomar alvos em Gaza e operar contra túneis, infraestrutura e atividades terroristas, disse. Ele alertou aos moradores de Gaza que deixem os locais da operação.

Fawzi Barhoum, porta-voz do Hamas, disse que Israel vai pagar caro e que o grupo está pronto para o confronto.

Ontem, o Departamento de Estado dos EUA se posicionou para afirmar que a morte de civis em Gaza tem sido "de cortar o coração". Um ataque aéreo de Israel matou quatro crianças em uma praia na quinta-feira. "O evento trágico deixa claro que Israel precisa fazer todo o possível para cumprir os padrões de proteção a civis", disse a porta-voz do Departamento de Estado, Jen Psaki.

A porta-voz também criticou os militantes do Hamas em Gaza, que continuam a disparar foguetes e morteiros contra Israel. Até o momento, a ofensiva já matou 235 palestinos e um israelense.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, expressou preocupação ao Secretário de Estado dos EUA, John Kerry, sobre a construção de túneis do Hamas na Faixa de Gaza, para se infiltrarem em Israel. Segundo comunicado do Departamento de Estado dos EUA, Kerry defendeu uma operação precisa contra os túneis, mas enfatizou a necessidade de desestimular as tensões e restaurar o cessar-fogo de 2012 o quanto antes. Fonte: Associated Press.

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