Israel intensifica ações em territórios palestinos

Tropas israelenses lançaramhoje numerosas operações contra aldeias e cidadespalestinas em territórios autônomos, aplicando a política que ogoverno de Israel denomina "de defesa agressiva", enquantoprosseguiam os esforços diplomáticos para a retomada dasnegociações na região.O presidente palestino, Yasser Arafat, por sua vez,continuou na tarde e noite deste sábado seus contatos políticosrecebendo em Ramallah o chefe dos serviços secretos egípcios,Omar Suleiman, e o mais alto representante da União Européia(UE) para a Política Exterior, Javier Solana.Os ataques israelenses, que um porta-voz militar definiucomo "missões de patrulhamento", foram dirigidos contra acidade de Belém, os arredores do campo de refugiados de Deheishe, a cidade de Tulkarem, o vizinho campo de Nur Shams e alocalidade de Tammus.Em todas essas localidades, as operações duraram algumashoras e terminaram após a invasão de residências e a detenção deum número não determinado de pessoas a quem Israel qualificacomo "suspeitos de serem terroristas".Em meio a essa ofensiva, Israel dinamitou uma antigaigreja ortodoxa em Aboud, a 15 km a noroeste de Ramallah. Aexplicação de um porta-voz militar foi de que se tratou de um"erro" e que foi dinamitada "apenas" a porta do templo - que,segundo os habitantes do lugar, ficou destruído.Os soldaods israelenses consolidaram a ocupação deNablus e do campo de refugiados de Balata, nas proximidades,onde as tropas de Israel permaneciam desde sexta-feira. Nessecampo, um palestino de 23 anos, Tarek Hazar, morreu após serbaleado por um atirador de elite israelense, e várias pessoasforam detidas.Nas primeiras horas da manhã, no campo de refugiados deKhan Yunes, na Faixa de Gaza, soldados israelenses em um tanquejá haviam disparado rajadas de metralhadora contra um palestinode 15 anos, identificado como Hadem Zaruh, que teve morteimediata.O porta-voz das forças armadas israelenses justificou aoperação do exército em territórios palestinos sob a alegação deque "é muito difícil capturar atacantes suicidas nas cidades,nos ônibus ou nos bares de Israel, sendo por isso mais fácildetectá-los em seu ponto de partida".Enquanto Israel mantém sua ofensiva militar, e sobpressão diplomática internacional, o jornal palestino Al-Qudsinformou hoje que o presidente Yasser Arafat vai nomear novosministros e reformular o aparato de segurança. Segundo o jornal,o novo gabinete deve ser anunciado na próxima semana e seráreduzido de 32 para 28 pastas. Arafat não criou, porém, o cargode primeiro-ministro. A área de segurança será coordenada por um"conselho" de quatro serviços. Oficialmente, a AutoridadePalestina apenas confirmou que as mudanças estão em curso, masnada especificou.

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