Israel interroga mufti de Jerusalém

A polícia de Israel deteve para interrogatório nesta quarta-feira a principal autoridade religiosa islâmica da Terra Santa. O mufti de Jerusalém foi interrogado por diversas horas antes de ser liberado, em um caso raro de ação policial contra uma autoridade religiosa em Israel.

AE, Agência Estado

08 de maio de 2013 | 18h08

A detenção foi duramente criticada por líderes palestinos, levou a vizinha Jordânia a convocar o embaixador de Israel em Amã para uma reprimenda e tem potencial para complicar os esforços do secretário de Estado dos EUA, John Kerry, para retomar o paralisado processo de paz entre israelenses e palestinos.

O porta-voz da polícia de Israel, Micky Rosenfeld, disse que o mufti Mohammed Hussein foi interrogado durante seis horas por causa de "distúrbios ocorridos recentemente" na Cidade Velha de Jerusalém, um lugar sagrado para judeus e muçulmanos. Segundo ele, houve "incitação, distúrbios e desordem pública".

Hussein, considerado um moderado, foi solto sem acusações pendentes, disse Rosenfeld.

O porta-voz não entrou em detalhes sobre o interrogatório, mas uma fonte israelense disse que o religioso foi "advertido" a atenuar a tensão um dia depois de fiéis muçulmanos terem atirado pedras e cadeiras em turistas que visitavam o local, chamado de Esplanada das Mesquitas pelos islâmicos e de Monte do Templo pelos judeus.

O mufti, que ocupa a posição desde 2006, não se pronunciou sobre o assunto.

A última vez que algo similar aconteceu foi em 2002, no auge da segunda intifada palestina contra Israel, quando o mufti de Jerusalém na época, Ekrima Sabri, foi preso sob suspeita de incitar ataques suicidas. As informações são da Associated Press.

Tudo o que sabemos sobre:
IsraelpalestinosmuftiJerusalém

Encontrou algum erro? Entre em contato

Comentários

Os comentários são exclusivos para assinantes do Estadão.

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.