Israel invade 2º campo de refugiados palestinos

Tropas e tanques israelenses invadiram na madrugada de hoje o campo de refugiados de Jenin, na Cisjordânia, um dia depois de entrarem no campo de refugiados de Balata, na mesma região. Nos 17 meses de levante palestino, estas são as primeiras incursões das Forças Armadas israelenses nos campos de refugiados. Somente nesses combates, morreram 15 palestinos, entre eles dois adolescentes, e um soldado israelense.Em comunicado oficial, os militares israelenses justificaram a operação como uma busca por "terroristas que levaram a cabo ataques que causaram a morte de dezenas de civis inocentes". Na Faixa de Gaza, um menino palestino de sete anos de idade foi morto por tropas israelenses que dispararam contra uma aldeia.FrançaEm Paris, o governo da França pediu hoje a retirada imediata das forças israelenses dos campos de refugiados palestinos e alertou Israel sobre "os riscos que implicam as ações de guerras"."Nos unimos ao chamamento do secretário-geral da ONU Kofi Annan, para a retirada imediata dos campos de refugiados palestinos no norte da Cisjordânia (Balata e Jenin)", disse o porta-voz da chancelaria francesa, François Rivasseau. "O que Israel está fazendo nos campos é uma ação de guerra", .Sharon impopularApesar do pedido do primeiro-ministro israelense, Ariel Sharon, para o povo se manter firme a fim de enfrentar 17 meses de levante palestino, mais da metade dos entrevistados numa pesquisa não concorda com os rumos da administração durante o primeiro ano dele no cargo. A sondagem, publicada pelo jornal Maariv, mostrou que 53% dos entrevistados se mostraram insatisfeitos com Sharon. É a primeira vez desde que Sharon assumiu o cargo que uma maioria se mostra decepcionada com sua política. Sharon chegou ao poder em março do ano passado, depois de vencer por ampla margem o então primeiro-ministro Ehud Barak. Na campanha, ele prometeu devolver a segurança a um país abalado pela rebelião palestina. Na semana passada, Sharon pediu a seus compatriotas, num discurso pela tevê, para se manterem firmes e pacientes, e prometeu que não deixaria Israel ser arrastado para uma guerra regional.Comentaristas criticaram o discurso, afirmando que ele não havia oferecido um plano concreto para tratar o conflito, enquanto os mortos se amontoam de cada lado. Segundo a pesquisa, 61% se disseram insatisfeitos com os esforços de Sharon para melhorar a segurança em Israel. Apenas 28% indicaram que o premier tem satisfeito as expectativas.

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