Israel investiga captura de soldado por militantes

Grupo palestino obscuro reivindica sequestro, que teria ocorrido perto do aeroporto de Tel-Aviv; Exército nega qualquer desaparecimento

AP e NYT, JERUSALÉM, O Estadao de S.Paulo

14 de agosto de 2009 | 00h00

Autoridades de Israel abriram investigação sobre o suposto sequestro de um soldado israelense por militantes palestinos. A captura teria ocorrido ontem. Um grupo que se identificou como Exército de Al-Quds enviou e-mail à agência de notícias palestina Maan assumindo responsabilidade pela ação. Após uma recontagem de emergência dos militares da ativa, o Exército israelense negou o desaparecimento. No entanto, uma militar israelense disse ter visto um soldado ser forçado por dois civis a entrar em um veículo perto do Aeroporto Ben Gurion, em Tel-Aviv. O Exército não deu explicações sobre o testemunho.No e-mail enviado à agência palestina, os supostos sequestradores também afirmaram ter capturado "um soldado sionista na região do Aeroporto Ben Gurion", o mais importante de Israel. Se confirmado, o sequestro deverá promover uma nova escalada na tensão entre israelenses e palestinos.O Exército e o serviço de segurança interna de Israel, o Shinbet, estão conduzindo as investigações sobre o caso. Ontem, a polícia israelense montou bloqueios nas principais avenidas de Tel-Aviv, obrigando motoristas a passar por vários controles de segurança.Autoridades de Israel também revelaram poucas informações sobre o obscuro grupo Exército de Al-Quds. No entanto, segundo uma fonte da Autoridade Palestina (AP) ouvida pelo jornal Haaretz, a organização teria relações com o Hezbollah.TENSÃOOs sequestros de soldados israelenses por militantes palestinos e libaneses serviram de estopim para recentes ondas de violência na região. Em 2006, o cabo Guilad Shalit foi capturado em uma operação conjunta do Hamas e da Jihad Islâmica na fronteira com a Faixa de Gaza. A crise agravou-se quando o Hezbollah tentou sequestrar militares na fronteira norte de Israel em uma emboscada. Em resposta, o então primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, lançou uma desastrada ofensiva de um mês contra o grupo xiita, devastando boa parte do sul do Líbano e da capital. Apesar dos esforços militares e diplomáticos, Shalit ainda se encontra em poder de militantes palestinos. No ano passado, corpos de dois militares israelenses mortos na tentativa de sequestro de 2006 foram trocados por um líder do Hezbollah que estava preso em Israel.Em 1994, forças do Hamas sequestraram, no centro de Israel, o sargento Nachshon Wachsman. O militar acabou executado após uma tentativa de resgate.

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