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Mohamad Torokman/Reuters
Mohamad Torokman/Reuters

Israel lamenta, mas mantém construções em Jerusalém oriental

Ministro do Interior se desculpou por anúncio de novos assentamentos coincidirem com visita de Joe Biden

AE-AP, Agencia Estado

10 de março de 2010 | 17h19

Israel pediu desculpas nesta quarta-feira, 10, por prejudicar a visita do vice-presidente dos Estados Unidos, Joe Biden, com o anúncio sobre a construção de mais 1.600 casas em Jerusalém Oriental. Apesar disso, deixou claro que não tem intenção de reverter a ordem que atrapalhou a última tentativa norte-americana por uma negociação de paz no Oriente Médio.    

 

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"Não tivemos intenção ou desejo de ofender ou insultar um homem importante como o vice-presidente durante sua visita", disse o ministro do Interior israelense Eli Yishai à rádio Israel. "Sinto muito pelo embaraço. Precisamos nos lembrar que as aprovações são feitas de acordo com a lei, mesmo se a hora tiver sido errada. Da próxima vez, precisamos levar isso em conta".

Enquanto Biden conversava com líderes palestinos na Cisjordânia, Yishai ,cujo ministério anunciou as novas construções em terras reclamadas pelos palestinos para seu futuro Estado, disse que o problema foi de tempo e não de conteúdo.

As conversas de Biden com os palestinos nesta quarta-feira tiveram como objetivo, em parte, diminuir as dúvidas sobre os últimos esforços de paz dos Estados Unidos. Os planos de Israel de construir mais casas em Jerusalém Oriental foram uma embaraçosa derrota para Biden depois de um dia de reuniões com autoridades israelenses que resultou numa incomum condenação da parte do vice-presidente.

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