Israel libera novos assentamentos na Palestina

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, deu sinal verde para a construção de centenas de novas casas na região de Jerusalém reclamada pelos palestinos. A medida faz parte das tentativas de se aproximar da coalizão de governo. No entanto, ela desagrada a comunidade internacional, principalmente os Estados Unidos, contrários à expansão dos assentamentos. O sucesso ou não da manobra de Netanyahu vai ficar claro nesta semana, com a chegada do enviado dos EUA para o Oriente Médio, George Mitchell. Sua resposta pode sinalizar se a Casa Branca está pronta para ignorar seu descontentamento com Israel na medida em que prepara um novo impulso para a paz no Oriente Médio, ou se vai manter sua posição contra os assentamentos judaicos.

AE-AP, Agencia Estado

09 de setembro de 2009 | 17h33

Os assentamentos são uma questão importante do conflito entre Israel e os palestinos. Cerca de 500 mil israelenses vivem atualmente em cidades e distritos construídos na Cisjordânia e em Jerusalém Oriental, locais tomados por Isael na guerra de 1967 e reclamadas pelos palestinos, que afirmam que a presença cada vez maior de colonos pode tornar impossível para eles estabelecer um Estado independente nessas áreas. O presidente Barack Obama fez críticas aos assentamentos israelenses, exigindo um completo congelamento de todas as construções, incluindo Jerusalém Oriental. Israel rejeitou os pedidos, dizendo que algumas construções são necessárias para responder ao "crescimento natural" dos assentamentos.

Dessa forma, Netanyahu conseguiu a aprovação de centenas de novas residências nos últimos dias. Funcionários confirmaram que o governo escolheu empresas para construir cerca de 500 novos apartamentos em Pisgat Zeev, um bairro construído para judeus no leste de Jerusalém. O anúncio se seguiu a outro, feito na segunda-feira, da construção de 455 novos apartamentos num assentamento já existente na Cisjordânia. Israel quer concluir a construção de mais de 2 mil outras residências.

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