Israel liberta 57 prisioneiros palestinos

Outros 29 devem ser soltos hoje; medida é demonstração de apoio a Abbas

AP E REUTERS, O Estadao de S.Paulo

02 de outubro de 2007 | 00h00

Jerusalém - O governo de Israel soltou ontem 57 prisioneiros palestinos e enviou-os para Ramallah, na Cisjordânia. A iniciativa foi um gesto de apoio ao presidente da Autoridade Palestina, Mahmud Abbas, em sua luta contra o grupo radical Hamas. A decisão foi tomada semanas antes de uma conferência sobre o futuro palestino, que será organizada pelos EUA em novembro. A grande maioria dos ex-prisioneiros é do Fatah, partido de Abbas.Outros 29 presos - originários da Faixa de Gaza, controlada pelo Hamas - tiveram sua libertação adiada. Eles devem ser soltos hoje, de acordo com o gabinete do primeiro-ministro Ehud Olmert, que alegou problemas técnicos para justificar o atraso. A imprensa israelense, entretanto, afirmou que o presidente Shimon Peres não havia assinado os documentos de libertação a tempo.Os palestinos foram recebidos com festa por parentes e amigos em Ramallah. "Estamos felizes em ver nossos filhos em liberdade, mas esperamos que aqueles que estão presos há mais tempo também sejam soltos", disse Mahmud Ali, parente de um dos libertados. Os 86 palestinos só receberam o perdão de Israel por não estarem envolvidos na morte de israelenses. A última iniciativa semelhante de Israel ocorreu em 20 de julho, quando 250 prisioneiros palestinos foram soltos, a maioria do Fatah. O gabinete de Abbas elogiou a iniciativa israelense, mas disse que é preciso fazer mais. Há mais de 10 mil palestinos em prisões israelenses, incluindo centenas sem acusação formal. Já o Hamas afirmou que o gesto de Israel foi irrelevante. "Qualificamos isso como uma humilhação para a liderança em Ramallah, que considera esse modesto número (de libertados) uma grande conquista", disse Muhammad Mudhoun, um líder do Hamas em Gaza.

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