Israel liberta jogador de futebol palestino

Dezenas de militantes islâmicos dispararam tiros para o alto em comemoração ao retorno de um jogador da seleção palestina de futebol que ficou preso em Israel durante três anos sem acusações formais. O jogador, Mahmoud Sarsak, de 25 anos, ficou 90 dias em greve de fome como protesto, ganhando apoio de organizações esportivas internacionais. Israel acusa Sarsak de ser membro ativo do violento grupo Jihad Islâmica, o que ele nega.

AE, Agência Estado

10 de julho de 2012 | 11h56

Entretanto, chefes da Jihad estavam presentes durante a cerimônia de boas-vindas feita para ele em Gaza, e um dos líderes da organização, Nafez Azzam, elogiou o jogador como "um dos nossos nobres membros."

Nesta terça-feira, Sarsak voltou para a casa de sua família no campo de refugiados de Rafah. Enquanto ele se aproximava de carro, integrantes da Jihad Islâmica em SUVs e motos disparavam tiras para o alto, mulheres agitavam bandeiras da Jihad e as ruas estavam decoradas com fotos do jogador.

Sarsak perdeu quase metade de seu peso normal por causa da greve de fome. Ele foi libertado do hospital de uma prisão. O jogador foi preso em julho de 2009 quando passava por Israel em direção à Cisjordânia para uma partida de futebol. O serviço de Segurança de Israel alega que foi ele quem plantou uma bomba que feriu um soldado, mas também afirmou que não tinha provas suficientes para um julgamento. Como resultado, Sarsak foi detido sem acusações.

O caso levou o presidente da FIFA, Joseph Blatter, a pedir que a federação de futebol israelense interceda em favor do palestino. A FIFPro, organização internacional de jogadores profissionais, pediu por sua libertação. O ex-jogador do Manchester United Eric Cantona, o diretor de cinema Ken Loach e outros assinaram uma petição pela liberdade do jogador. As informações são da Associated Press.

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