Israel liberta mais de 300 prisioneiros. Para palestinos, é pouco

Israel libertou nesta quarta-feira mais de 300 presos palestinos como gesto de boa vontade, em ações quase simultâneas em Gaza e na Cisjordânia, entregando-os para suas famílias.Mas a maioria dos palestinos considerou esse gesto insuficiente em relação à libertação maciça que, segundo argumentam, poderia levar a um avanço no roteiro para a paz apoiado pelos EUA e cuja implementação tem sofrido constantes adiamentos. Quatro ônibus, escoltados pela polícia israelense,chegaram ao posto fronteiriço de Tarqumiya, no sul da Cisjordânia, um dos cinco pontos escalados para a entrega dos prisioneiros. Das janelas, os ex-detidos acenavam e faziam gestos de vitória enquanto os ônibus adentravam os territórios palestinos, onde eram esperados e foram saudados por centenas de parentes e amigos. Minutos antes, um táxi palestino havia transportado os primeiros homens para o posto fronteiriço israelense de Erez, em Gaza. Ao chegarem, alguns deles se ajoelharam e beijaram o chão. Entre eles, estava Hussein Abu Eid, de 32 anos, que cumpriu 13 anos da pena de 15 a que foi condenado por pertencer ao grupo extremista Jihad Islâmica. Israel concordou em libertar cerca de 440 prisioneiros palestinos como gesto de boa vontade, embora tal medida não conste das exigências do plano de paz.A maior parte dos presos foram libertados hoje, mas cerca de outros 100 devem deixar as prisões posteriormente. Os palestinos rejeitam a libertação por considerá-la insuficiente. Segundo eles, deveria ser de milhares o número de libertados. Dezenas dos que deixaram as prisões israelenses pertencem aos grupos extremistas Hamas e Jihad Islâmica.

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