Israel liberta mais presos palestinos por acordo de Gilad Shalit

Os 550 prisioneiros soltos foram levados até Ramallah e recebidos com comemorações nas ruas.

BBC Brasil, BBC

18 de dezembro de 2011 | 22h25

Israel libertou 550 prisioneiros palestinos neste domingo, na fase final de um acordo que garantiu a liberdade do soldado israelense Gilad Shalit no último mês de outubro.

A troca inicial de presos por Shalit, que libertou 477 palestinos, incluía muitos condenados por assassinato e planejamento de ataques suicidas.

Correspondentes dizem que a troca causou raiva e controvérsia no país.

Segundo a agência de notícias AFP, oficiais israelenses garantiram que nenhum dos libertados neste domingo "tem sangue nas mãos".

O sargento Gilad Shalit, de 25 anos, foi sequestrado em 2006 por militantes do movimento islâmico Hamas e mantido em cativeiro na Faixa de Gaza.

Após cinco anos de negociações delicadas, Israel e o Hamas chegaram a um acordo - mediado pelo Egito - que previa a troca de 447 prisioneiros por Shalit, que aconteceu no dia 18 de outubro.

A troca foi completada na noite deste domingo, com a libertação dos mais de 500 palestinos que cumpriam penas leves.

Festa nas ruas

Desta vez, a maioria dos libertados retornou à Cisjordânia, controlada pelo grupo Fatah, e não para a faixa de Gaza, governada pelo Hamas.

Segundo agências de notícias, Israel tinha o direito de escolher que presos seriam libertados na segunda rodada, pelos termos do acordo.

A correspondente da BBC no Oriente Médio, Yolande Knell, diz que a população está comemorando a libertação dos prisioneiros nas ruas em Ramallah e de Gaza.

Mas ela diz que o evento, desta vez, não foi tão dramático quanto da primeira vez.

Os 550 presos foram levados para a sede do governo palestino em Ramallah em 12 ônibus por volta das 22h no horário local, onde milhares de pessoas os aguardavam.

"Eu estou tão feliz de estar de volta, esta é uma verdadeira vitória", disse o prisioneiro Kamal Madheem, de 40 anos, à agência AP.

Um apelo de vítimas israelenses para adiar o acordo no último minuto foi rejeitado pela Suprema Corte horas antes da libertação. BBC Brasil - Todos os direitos reservados. É proibido todo tipo de reprodução sem autorização por escrito da BBC.

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