Israel liberta ministro do Hamas após 2 semanas de detenção

Israel libertou nesta quarta-feira um dos ministros do governo do Hamas que estão sob seu poder desde que o soldado israelense Gilad Shalit foi seqüestrado, em junho, diz o jornal israelense Haaretz, em matéria da agência Reuters. O seqüestro do soldado por militantes do Hezbollah foi uma das causas da ofensiva israelense no Líbano em julho. Segundo o Haaretz, não foi esclarecido se a liberação do ministro palestino Abdel-Rahman Zidan está diretamente ligada à possível troca de prisioneiros, em negociação após um acordo de cessar-fogo formalizado entre Israel e Palestina no último final de semana. Uma porta-voz do primeiro-ministro israelense Ehud Olmert divulgou, segundo o Haaretz, que a liberação do ministro foi ordenada por uma corte militar. Ela não divulgou maiores detalhes sobre a decisão. A liberação de Zidan, diz a versão eletrônica do jornal israelense, coincide com uma visita a Israel do ministro de inteligência egípcio, Omar Suleiman. Ele estava envolvido nas negociações para um possível acordo que incluísse a liberação, por parte de Israel, de alguns prisioneiros palestinos, em troca da Livre, o ministro palestino disse ter sido interrogado sobre seu papel no governo e que passou por situações incômodas. Zidan foi detido por Israel em 3 de novembro, diz o jornal, acusado de dar apoio ao Hamas. Dezenas de políticos do Hamas e alguns ministros foram detidos após o seqüestro do soldado e permanecem sobre custódia de Israel.

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