Israel liberta vice-primeiro-ministro da ANP

O vice-primeiro-ministro da Autoridade Nacional Palestina (ANP) Nasser Eddin Shaer, do movimento islâmico Hamas e que estava preso desde junho, foi libertado nesta quarta-feira por Israel após cinco semanas sem ser indiciado. O vice-primeiro-ministro foi detido em junho passado após a captura do soldado israelense Gilad Shalit por comandos palestinos do Hamas e outras facções palestinas de Gaza.Com ele foram detidos mais de 30 dirigentes islâmicos palestinos, entre eles vários deputados, que não saíram da prisão.Fontes palestinas disseram que Shaer, libertado por ordem de um tribunal militar israelense, só poderá permanecer na cidade de Nablus, onde reside, e não poderá entrar nem em Ramala, onde ficam seus escritórios e as instituições de Governo.A libertação, ordenada por um tribunal especial militar, contradiz uma decisão adotada há dois dias pela Corte Militar do campo de prisioneiros de Ofer, que, a pedido do procurador-geral das Forças Armadas de Israel, ordenou mantê-los sob detenção até finalizar a investigação contra eles."Eles não tinham motivos pra me prender, por isso me libertaram", disse Shaer em uma festa organizada por apoiadores, logo após ter chegado à sua cidade. "Há muitos de nossos colegas do Parlamento palestino ainda na prisão, e trabalharei imediatamente para que sejam soltos."Fontes palestinas diziam nesta quarta-feira que a libertação do vice-primeiro-ministro beneficiará os esforços para conseguir a liberdade de Shalit.TrocasA prisão dos líderes do Hamas tinha a intenção de servir como um instrumento de troca, para forçar os militantes a libertarem o cabo Shalit. Além das detenções, Israel também lançou uma grande ofensiva Gaza, dia 28 de junho, que matou mais de 200 pessoas, a maioria militantes. Militares israelenses deixaram-no em um ponto de checagem na fronteira com a Cisjordânia, onde ele pegou carona para Nablus, ao norte da região.Ainda 30 legisladores e quatro ministros permanecem sob custódia, acusados de pertencerem a um grupo ilegal. Na segunda-feira, outra corte militar na Cisjordânia rejeitou liberar, sob fiança, 21 destas autoridades. Uma audiência para as outras 13 está marcada para 5 de outubro. Entre os que continuam presos, estão o ministro de Assuntos Religiosos da ANP, Nayef al-Rajoub; o de Trabalho, Mohammed Barghouthi; o de Assuntos de Jerusalém, Khaled Abu Arafa, e o presidente do Conselho Legislativo, Aziz Dueik.Conteúdo ampliado às 13h58

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.