Israel libertará 227 presos palestinos

Palestinos, que serão libertados nesta segunda, são simpatizantes da facção nacionalista Fatah

EFE

14 de dezembro de 2008 | 13h05

Israel libertará nesta segunda, 15, 227 presos palestinos, uma semana depois da data prevista para a libertação, por ocasião da Festa do Sacrifício muçulmana, anunciou neste domingo o serviço de prisões.   A grande maioria (209) será transferida da prisão de Ofer, no sul de Jerusalém, até o posto de controle militar de Beituniya, na Cisjordânia, afirmou o organismo de instituições penitenciárias, em comunicado. Os 18 restantes viajarão sob estritas medidas de vigilância da prisão de Shikma, ao sul de Tel Aviv, até o cruzamento fronteiriço de Erez, no norte da Faixa de Gaza.   Na segunda-feira passada, Israel justificou o adiamento da libertação com um pedido da Autoridade Nacional Palestina (ANP) para que o presidente Mahmoud Abbas pudesse estar presente quando os presos chegassem a Ramala. A ANP negou esse fato.   A libertação foi uma promessa a Abbas do primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, na última reunião que mantiveram em Jerusalém, em 17 de novembro, e como gesto de boa vontade em relação à ANP, seu interlocutor no diálogo de paz.   Os 227 palestinos que recuperarão amanhã a liberdade são, na grande maioria, simpatizantes do Fatah, a facção nacionalista liderada por Abbas.   Segundo a lista, o mais antigo dos presos está na prisão desde 2001, mas a imensa maioria entrou entre 2006 e 2007.   Nenhum deles participou do assassinato de cidadãos israelenses, por isso suas condenações são relativamente curtas, entre quatro e cinco anos.   Israel libertou em agosto outros 198 detentos palestinos, em uma tentativa de impulsionar o processo de paz. Atualmente, cerca de 10 mil palestinos estão reclusos em prisões e centrs de detenção israelenses.

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