Israel mantém exigências para negociar com governo palestino

A ministra de Relações Exteriores deIsrael, Tzipi Livni, viaja nesta terça-feira a Washington, onde vai buscar o apoio dos Estados Unidos à demanda de que não haverá reconhecimento antes de haver consenso em relação aos termos do Quarteto. Livni se reunirá com a secretária de Estado americana, Condoleezza Rice. Depois, participará da abertura das sessões da Assembléia Geral da ONU, em Nova York, informou seu porta-voz, Idó Aharoni. O anúncio de um acordo entre os principais movimentos palestinos, o nacionalista Fatah e o islâmico Hamas, para formar um governo deunião nacional, causou polêmica em Israel. A expectativa é de que o novo Gabinete adotará a iniciativa árabe de paz com Israel, proposta pela Arábia Saudita em 2002, e o Documento dos Prisioneiros, que reconhecem o Estado judeu. O Hamas até agora tem se negado a dar este passo. Livni declarou, antes de embarcar, que o novo governo palestino terá de respeitar as três exigências do Quarteto de Madri, formado pelos EUA, ONU, UE e Rússia: o desarmamento da milícia do Hamas, o reconhecimento dalegitimidade do Estado judeu e o respeito aos acordos assinados pela Organização para a Libertação da Palestina (OLP) e pelaAutoridade Nacional Palestina (ANP). O jornal "Ha´aretz" informa que Livni pedirá ao governo dos EUA que mantenha as exigências. Um funcionário do Ministério de Relações Exteriores, citado pelo "Ha´aretz", antecipou que Israel não negociará com o novo governo palestino, a menos que cumpra as três exigências. Especialistas do Ministério temem que a comunidade internacional reconheça o novo governo palestino mesmo sem cumprir as três condições. Por isso, segundo o jornal, Israel lançará uma "ofensivadiplomática". A chefe da diplomacia israelense passará esta semana na capital americana. Na próxima viajará para Nova York, onde, no dia 25, dirigirá uma mensagem à Assembléia da ONU.

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