Israel mantém pressão por sanções contra o Irã

O ministro de Assuntos Estratégicos de Israel, Yuval Steinitz, defendeu nesta segunda-feira que somente a manutenção das sanções do Ocidente contra o Irã será capaz de impedir que a república islâmica busque a bomba atômica.

AE, Agência Estado

14 de outubro de 2013 | 12h17

Na avaliação de Steinitz, se forem confrontados com uma escolha verdadeira entre o bem-estar econômico e a manutenção de seu programa de enriquecimento de urânio, os iranianos tenderiam a abandonar suas ambições nucleares. Para tanto, segundo ele, seria necessário um acordo capaz de recuperar a economia iraniana, submetida a anos de sanções externas.

Os comentários de Steinitz, que acumula também as pastas de Relações Internacionais e Serviços de Informação, vem à tona um dia antes da retomada das negociações entre o Irã e o grupo de potências formado por Alemanha, China, Estados Unidos, França, Reino Unido e Rússia.

O governo de Israel, que considera o Irã uma ameaça a sua existência, acusa a república islâmica de desenvolver em segredo um programa nuclear bélico.

O Irã assegura não ter a intenção de buscar a bomba atômica, sustenta que seu programa nuclear é civil e tem finalidades estritamente pacíficas, como a geração de energia elétrica e o desenvolvimento de isótopos medicinais, estando de acordo com as normas do Tratado de Não-Proliferação Nuclear, do qual é signatário.

O enriquecimento de urânio ao qual Steinitz se referiu é um processo essencial para a geração de combustível usado no funcionamento das usinas nucleares. Em grande escala, o urânio enriquecido pode ser usado para carregar ogivas atômicas. Fonte: Associated Press.

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