Israel mantém veto a missão da ONU a Jenin

O Gabinete de Segurança Nacional de Israel, presidido pelo primeiro-ministro Ariel Sharon, decidiu nesta terça-feira manter a posição de não cooperar com a missão da ONU que investigará se houve abusos das tropas israelenses no campo de refugiados palestino de Jenin, na Cisjordânia. Na semana passada, funcionários da ONU que estiveram em Jenin disseram que um massacre pode ter ocorrido.A maioria dos membros do gabinete acharam que "a situação na região ainda não está segura o suficiente para isso". "Israel ainda tem vários assuntos pendentes vitais para discutir com a ONU antes de aceitar uma investigação. Enquanto isso não for discutido, não será possível começar a investigação", completou um membro do governo israelense. A ofensiva em Jenin durou oito dias. Segundo os palestinos, Israel perpetrou um massacre, matando centenas de civis. Os israelenses, por sua vez, dizem que foram mortas dezenas de pessoas, e em sua maioria militantes e terroristas. Desde que a missão de investigação foi proposta pela ONU, Israel vem retardando a ida da equipe, formada pelo ex-presidente finlandês Martii Ahtisaari, pela ex-alta comissária da ONU para refugiados Sadako Ogata e pelo ex-presidente da Cruz Vermelha Internacional Cornelio Sammaruga.

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