Israel manterá ministros e deputados do Hamas na prisão

Três ministros e 18 deputadospalestinos do Movimento Islâmico Hamas, detidos em Israel naCisjordânia, continuarão na prisão, apesar de um juiz de uma cortemilitar ter ordenado sua libertação na semana passada. O juiz militar, atendendo a um pedido dos advogados dos presos,não encontrou causas para mantê-los na prisão militar de Ofer, pertoda cidade de Ramala, mas, por lei, o procurador-geral das ForçasArmadas dispunha de 72 horas para apelar da decisão judicial. Após nova audiência, realizada esta manhã na corte de Ofer, ondeos advogados do Hamas e a Promotoria expuseram seus argumentos, ojuiz não fez nenhum expediente, e, portanto, os 21 militantes doHamas, entre eles alguns prefeitos de localidades palestinas daCisjordânia, continuarão detidos até a emissão da decisão judicial. Ainda não se sabe se a decisão de adiar a decisão do tribunalestá relacionada com o fato de que até agora o soldado israelense Gilad Shalit não foi libertado. Shalit está sendo mantido refém porfacções palestinas na Faixa de Gaza. A detenção dos políticos do Hamas, entre eles o presidente doConselho Legislativo, Aziz Dueik, ocorreu após o seqüestro deShalit, em 25 de junho, o que também desencadeou uma série deincursões militares de Israel que mataram mais de 200 palestinos emGaza, entre milicianos e civis. A detenção dos ministros e deputados do Hamas, no Governo daAutoridade Nacional Palestina (ANP), aconteceu com o argumento deque deviam ser interrogados em relação a sua possível participaçãoem ataques de militantes desse movimento. O júri militar que no dia 12 ordenou a libertação dos políticosatendeu ao pedido dos advogados dos palestinos, que alegaram que setratava de detenções de ordem política.

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