Israel mata guarda-costas de Arafat com míssil

Helicópteros de combate israelenses alvejaram nesta terça-feira com mísseis um carro que levava um líder da segurança pessoal de Yasser Arafat nos arredores de um campo de refugiados. O assassinato foi duramente criticado pelos palestinos, mas o primeiro-ministro em exercício de Israel, Ehud Barak, se "congratulou" com o Exército pelo feito. O oficial palestino assassinado foi identificado como sendo Massoud Ayyad, 54 anos, um major da unidade de guarda-costas Força 17, de Arafat. Israel alegou que Ayyad estava vinculado ao grupo guerrilheiro libanês Hezbollah e havia atacado por duas vezes com morteiros o assentamento judeu de Netzarim. O ataque com mísseis nos arredores do campo de refugiados de Jebaliya matou Ayyad instantaneamente e transformou seu carro num monte de ferros retorcidos. Quatro transeuntes ficaram levemente feridos. Barak enviou "sinceras congratulações" ao Exército pelo assassinato de Ayyad. O ministro da Justiça palestino, Freih Abu Medein, disse que Israel cometeu mais um crime de guerra. "Israel é um Estado acima das leis", afirmou ele. Abu Medein negou que Ayyad tinha laços com o Hezbollah.

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