Israel mata líder de milícia que sequestrou Shalit

Segundo o Exército israelense, Zuahir al-Qaissi, do Comitê de Resistência Popular, planejava um atentado; Hamas quer vingança

GAZA, O Estado de S.Paulo

10 de março de 2012 | 03h03

A Força Aérea de Israel matou ontem dois militantes palestinos em um bombardeio na Faixa de Gaza. Entre os mortos está Zuhair al-Qaissi, líder do Comitê de Resistência Popular. O grupo militante, ligado ao Hamas, é o responsável pelo sequestro do soldado israelense Gilad Shalit, libertado no ano passado após cinco anos de cativeiro. O Hamas prometeu vingança.

Em comunicado, o Exército israelense acusou o Comitê de Resistência Popular de planejar um ataque infiltrado similar ao que matou 8 pessoas e feriu 40 na fronteira de Israel com o Egito em agosto. Ainda segundo os militares, a organização radical palestina é responsável por diversos atentados em Israel, além de lançar foguetes da Faixa de Gaza contra o sul do país e transferir dinheiro da milícia xiita libanesa Hezbollah a grupos islâmicos.

O Comitê de Resistência Popular confirmou a morte de al-Qaissi e prometeu se vingar. "Pedimos a nossos combatentes que respondam ao inimigo sionista com toda força", disse o porta-voz do grupo, Abu Mujahid. "Devemos vingar nosso líder. A resposta, se Deus quiser, será equivalente a esse crime."

Al-Qaissi chefiava o grupo desde agosto, quando seu antecessor foi morto em um ataque israelense em Rafah. O segundo militante morto no bombardeio é Mahmoud Hanini, um dos 1.027 presos palestinos na Cisjordânia soltos no acordo assinado entre o governo de Israel e o Hamas para a libertação de Shalit. Um terceiro militante ficou ferido no bombardeio.

O ataque de ontem foi ordenado após militantes islâmicos terem lançado foguetes artesanais da Faixa de Gaza contra o sul de Israel, sem deixar feridos. O porta-voz do governo do Hamas no território palestino, Fawzi Barhoum, acusou o Exército israelense de tentar provocar uma nova escalada de violência. Os militares negaram a acusação. Ao todo, Israel lançou dez ataques ontem, deixando dez mortos.

Cisjordânia. O Exército israelense dispersou ontem manifestantes palestinos que protestavam contra a construção de assentamentos em Nabi Saleh, perto de Ramallah. Houve protestos também contra a morte de duas crianças palestinas, vítimas da explosão de um morteiro israelense. / AP e AFP

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