Israel mata palestino suspeito de atirar em ativista israelense

Homem identificado pelo Hamas teria atirado contra a polícia; rabino de extrema direita ficou gravemente ferido um dia antes 

O Estado de S. Paulo

30 de outubro de 2014 | 09h37

JERUSALÉM - A polícia de Israel matou nesta quinta-feira, 30, um homem que disparou contra policiais ao resistir à prisão em Jerusalém Oriental depois de ter tentado matar um ativista israelense de extrema direita, informou a polícia.

"Unidades da polícia antiterrorista cercaram uma casa no bairro de Abu Tor e prenderam um suspeito da tentativa de homicídio do rabino Yehuda Glick. Ao chegaram, eles foram alvo de tiros, responderam aos disparos e mataram o suspeito", disse o porta-voz da polícia Micky Rosenfeld.

Um site oficial do Hamas identificou o homem morto como Moataz Hejazi, de 32 anos. Ele passou 11 anos em uma prisão israelense por delitos relacionados à segurança e foi solto em 2012.

Em protesto pela morte de Hejazi, palestinos da região começaram a atacar os policiais com pedras e deram início a um confronto. Para controlar a multidão, Rosenfeld diz que foram utilizadas balas de borracha e o acesso ao bairro passou a ser controlado.

Glick ficou gravemente ferido na quarta-feira, quando deixava uma conferência promovendo a campanha judaica para permitir orações em um local da Cidade Velha, ponto de tensão já que judeus e muçulmanos o consideram sagrado. Segundo autoridades israelenses, ele levou vários tiros e continua internado em estado grave.

O homem é um ativista americano conhecido por ser "linha dura" e defender o acesso dos judeus ao local sagrado em que foi baleado. Em uma entrevista à agência Associated Press nessa semana, Glick havia dito que o número de ataques de palestinos a judeus na cidade estava aumentando. "As organizações islâmicas mais extremas estão tomando conta e, se não os pararmos o quanto antes, eles irão tomar Jerusalém." /AP, EFE e REUTERS

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