Israel matou palestinos desarmados, diz Human Rights

Um novo relatório do Human Rights Watch (HRW) acusa soldados israelenses de matarem 11 civis palestinos, que estariam desarmados e portando bandeiras brancas. O trabalho, divulgado hoje, refere-se à ofensiva de Israel na Faixa de Gaza, encerrada em janeiro. As conclusões apontam que entre os civis havia cinco mulheres e quatro crianças. O grupo humanitário pede que Israel realize investigações sobre as mortes, segundo a entidade, ocorridas enquanto os civis estavam "sob plena observação e não representavam ameaça de segurança aparente".

AE-AP, Agencia Estado

13 de agosto de 2009 | 12h13

O HRW sustenta que ao menos três testemunhas confirmaram em detalhes os sete ataques diferentes que causaram essas mortes. Israel diz que grupos como o HRW são parciais e criticam a metodologia desses relatórios, em grande parte baseados em testemunhos de palestinos. O governo israelense afirma que seus militares não mataram deliberadamente civis e que houve morte de não combatentes porque os militantes do Hamas os usavam como escudos humanos.

Também em resposta ao grupo humanitário, os militares israelenses afirmaram que havia ordem para que os soldados não disparassem em pessoas com bandeiras brancas. Porém sustentaram que alguns militantes usavam civis com bandeiras como cobertura. "Qualquer pessoa que mostra uma bandeira branca dessa forma age ilegalmente, não está protegido de ação retaliatória e ameaça as populações civis próximas", afirmaram os militares.

Balanço

No mês passado, o governo israelense divulgou suas próprias conclusões, defendendo o uso da força em Gaza. Esse balanço informou que Israel investiga cinco supostos casos em que soldados mataram civis com bandeiras brancas, que teriam resultado em dez vítimas. Dois desses incidentes estavam entre os mencionados pela HRW.

Israel e os palestinos afirmam que houve mais de 1.100 mortes de moradores de Gaza na ofensiva. Os palestinos apontam que a maioria deles era de civis. Já Israel sustenta que a maior parte era formada por militantes armados, porém não forneceu evidências para isso. Durante o conflito, foram mortos dez soldados e três civis israelenses.

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