Israel: Ministro cancela visita ao Egito por denúncia em vídeo

O ministro de infra-estruturas israelense, Benjamin Ben-Eliezer, tenente-general na reserva, cancelou nesta segunda-feira, 5, uma visita ao Egito devido à tensão gerada por umfilme israelense no qual se afirma que ele ordenou a morte de 250 egípcios.Ben-Eliezer, que nega o fato, chegaria à Cidade do Cairo napróxima quinta-feira para se reunir com o chefe dos serviços de segurança do Egito, general Omar Suleiman, que costuma atuar como mediador entre Israel e a Autoridade Nacional Palestina (ANP).O ministro, chefe da unidade de comando Shaked na guerra de junho de 1967 - quando as Forças Armadas derrotaram Egito e Jordânia - falou sobre certos erros do filme a representantes da imprensa árabe, entre eles ao jornal egípcio Al-Ahram, disse seu porta-voz, Moshé Ronen.O porta-voz informou que a visita acontecerá em breve. "É certo que houve um confronto entre soldados do regimento deguerrilheiros palestinos que operavam contra Israel da Faixa de Gaza e a unidade que eu comandava. Mas eles não foram assassinados, os 250 morreram na batalha", disse Ben-Eliezer.Segundo ele, um documento de 4 de junho de 1967 que consta no arquivo histórico das Forças Armadas israelenses diz que as forças que lutaram contra sua unidade eram palestinas, e não egípcias.O Ministério egípcio de Assuntos Exteriores citou o embaixador israelense para esclarecer a informação fornecida pelo documentário, que afirmou que soldados israelenses teriam matado 250 combatentes egípcios na península do Sinai em vez de mandá-los a um campo de prisioneiros.Dois senadores egípcios exigiram a expulsão do embaixadorisraelense, Shalom Cohen, e outro chegou a pedir uma sessãoextraordinária do Parlamento com o objetivo de declarar guerra a Israel. Além disso, foi pedida a volta do representante do Egito em Tel Aviv.Egito e Israel assinaram um tratado de paz em 1979, depois que os israelenses devolveram todo o território do Sinai sob sua ocupação.

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