Israel mostra cautela sobre plano para a Síria

Líderes israelenses expressaram esperança, mas também bastante cautela sobre o acordo entre Estados Unidos e Rússia que exige que a Síria identifique e elimine suas armas químicas até meados de 2014. O primeiro ministro israelense, Benjamin Netanyahu, disse que Israel espera que o plano leve à "completa destruição" do arsenal sírio.

Agência Estado

15 Setembro 2013 | 09h05

Netanyahu afirmou ainda que espera que o mundo a impeça também o Irã, aliado próximo da Síria, de desenvolver armas nucleares. Israel acredita que o Irã tem um projeto para armas nucleares e identificou que a resposta internacional à Síria é um "teste" para os iranianos, os quais negam a acusação.

"Esse teste também se aplica aos esforços da comunidade internacional para parar o armamento nuclear do Irã", disse o primeiro ministro de Israel. "Palavras não vão decidir, apenas ações e resultados. De qualquer forma, Israel deve estar pronto para se defender de qualquer ameaça e essa habilidade é mais importante do que nunca", completou.

O presidente israelense, Shimon Peres, recebeu positivamente o acordo entre Estados Unidos e Rússia dizendo que o presidente sírio Bashar al-Assad "não tem escolha senão aceitar o compromisso". Peres acrescentou que a possibilidade de uma intervenção militar americana no caso de o plano falhar deve "servir de lição" para o Irã.

O secretário de Estado dos Estados Unidos, John Kerry, deve ter uma breve passagem por Jerusalém neste domingo para informar Netanyahu sobre o plano, assim como para discutir sobre as negociações de paz entre Israel e os palestinos. Antes mesmo de sua chegada, alguns políticos israelenses mostraram ceticismo sobre o plano na Síria.

O ministro de Inteligência Yuval Steinitz disse que o acordo é mais "substantivo" que propostas anteriores, mas alertou que o prazo não é ágil o suficiente para impedir Assad de esconder suas armas. "Conhecemos Assad, tudo pode acontecer", declarou.

Avigdor Lieberman, líder parlamentar do Comitê de Relações Exteriores e Defesa afirmou que Israel deve comparar seu próprio material de inteligência sobre as armas sírias com o inventario que o regime de Assad deve submeter em uma semana. "Depois de vermos a lista do que Assad possui, poderemos saber se suas intenções são sérias ou se isso é apenas uma decepção", disse Lieberman. Fonte: Associated Press.

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