Israel não ampliará ofensiva por terra no Líbano, mas mantém ataques aéreos

O Gabinete para Assuntos de Segurança de Israel, que se reuniu nesta quinta-feira para analisar a possibilidade de ampliar a ofensiva contra o Hezbollah no Líbano decidiu não alterar o plano atual de operações, informou a rádio pública israelense. A expectativa era de que o gabinete ordenasse uma ampliação dos ataques por terra em território libanês, mas ficou decidido que Israel manterá a tática atual, com ataques pontuais a redutos de militantes do Hezbollah. Ainda assim, as Forças de Defesa de Israel convocaram ao menos 30 mil reservistas que já estão em treinamento para serem mandados a região. O objetivo, no entanto, não é ampliar as forças, mas sim substituir alguns combatentes. De acordo com fontes que participaram da reunião, o primeiro ministro israelense, Ehud Olmert, fez uma avaliação positiva da atual campanha, argumentando que os objetivos da ofensiva estão sendo alcançados. Comandantes do alto escalão das Forças Armadas israelenses vinham pressionando por uma ampliação da ofensiva, mas o ministro da Defesa, Amir Peretz, favoreceu uma ação limitada.Horas antes da reunião, a deputada israelense Zahava Gal-On, da frente pacifista Meretz, havia pedido que o governo não realizasse uma "invasão maciça" do Líbano dentro da ofensiva contra a milícia xiita, pois "isso causaria um alto número de vítimas".Gal-On lembrou que, em 1982, Israel invadiu o Líbano para erradicar "em 48 horas" a guerrilha palestina e deixá-la a "40 quilômetros" da fronteira. O exército acabou permanecendo três anos no país vizinho (sem contar a ocupação de 18 anos de uma faixa do sul) e perdeu 650 soldados em uma guerra sem consenso.A campanha atual foi lançada depois que militantes palestinos ligados ao Movimento de Resistência Islâmica Hamas capturaram um soldado israelense no dia 25 de junho. Com o recrudescimento do conflito na Faixa de Gaza, militantes da guerrilha libanesa Hezbollah invadiram a fronteira norte de Israel e capturaram dois soldados israelenses, em uma operação que deixou outros oito soldados mortos. A resposta israelense veio com a atual ofensiva contra alvos do Hezbollah e a infra-estrutura civil libanesa.Matéria atualizada às 14h35

Agencia Estado,

27 de julho de 2006 | 10h27

Encontrou algum erro? Entre em contato

Tendências:

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.