Israel não permitirá que Arafat vá a Belém no Natal

O gabinete do primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, anunciou hoje que o presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Yasser Arafat, não vai participar da tradicional Missa do Galo, no dia 24, na cidade de Belém, onde segundo a tradição cristã, nasceu Jesus Cristo. O premier justificou sua decisão assinalando que Arafat, que vive em Ramallah, não está fazendo nada para combater o terrorismo palestino. Ao mesmo tempo, o chefe do Estado-Maior, Moshe Yaalon, anunciou que o Exército israelense não vai se retirar da parte antiga da cidade durante as festividades - pedido feito inclusive pelo papa João Paulo II. O assessor de Arafat, Nabil Abu Rudeineh, qualificou a decisão de Sharon de "provocação" e de "uma evidente violação de todos os protocolos firmados entre as partes". Desde 1994, quando voltou do exílio, o presidente da Autoridade Palestina assistiu a todas as missas natalinas em Belém, até ser impedido no ano passado. Israel voltou a ocupar Belém três semanas atrás, depois que ficou provado que um suicida que se explodiu em Jerusalém saiu das cercanias da cidade palestina. No Vaticano, durante uma audiência com o papa, o presidente israelense, Moshe Katzav, ouviu do pontífice um pedido para que as tropas de Sharon desocupasse Belém. Não foi atendido. Moshe Yaalon, do Estado-Maior, salientou que, desde março, quando recomeçou a ocupar a Cisjordânia, cerca de 4.600 palestinos foram detidos por suspeitas de conexão com grupos terroristas. Ele acrescentou que outros 200 que tentaram entrar clandestinamente em Israel ou em assentamentos judaicos foram mortos.

Agencia Estado,

15 Dezembro 2002 | 14h01

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