Israel não pretende isolar o Hamas, diz Katsav

Em seu segundo dia de visita oficial à Grécia, a primeira de um presidente israelense a este país desde a fundação do Estado de Israel em 1948, o presidente de Israel, Moshé Katsav, afirmou em Atenas que seu país não tem intenção de isolar o Hamas. Katsav, no entanto mencionou o risco que o processo de paz recue 12 anos. Katsav comentou que a Rússia, como integrante do Quarteto de Madri (formado por Rússia, EUA, União Européia e ONU) deveria exigir do Hamas que respeite princípios e acordos antes de declarar a disposição de receber representantes do grupo em Moscou.O dirigente israelense afirmou que o voto a favor do Hamas não significa um voto a favor do terrorismo. O presidente esteve reunido com o primeiro-ministro grego, Costas Karamanlis, e manifestou sua satisfação pela ausência de manifestações contra Israel e sobre o fato de que o Parlamento grego decidiu, em 2004, dedicar o dia 27 de janeiro à lembrança das vítimas judias gregas do Holocausto.Sobre as caricaturas de Maomé e as reações violentas, Katsav se manifestou a favor da liberdade de expressão, mas também afirmou que devem ser levados em conta os sentimentos dos diversos grupos, especialmente dos religiosos.Ao mesmo tempo, condenou a "reação exagerada dos extremistas islâmicos" e acrescentou que "se o mundo islâmico é tão sensível com tudo que diz respeito ao profeta Maomé, então deveria sê-lo também diante dos atentados suicidas em nome de Deus e do Corão".

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