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Israel negocia com EUA plano para atacar Irã, diz jornal

O jornal britânico The Daily Telegraph publicou neste sábado, 24, que Israel está negociando com os Estados Unidos uma permissão para poder sobrevoar o Iraque como parte de um possível plano para atacar instalações nucleares do Irã.Israel negou as acusações em declaração do vice-ministro da Defesa de israelense, Ephraim Sneh.De acordo com o diário, que cita como fonte um alto funcionário da Defesa israelense, o Estado hebreu necessita da autorização do Pentágono para que seus aviões de guerra possam atravessar o espaço aéreo iraquiano.Por isso, Israel negocia com os EUA a abertura de um "corredor aéreo" caso decida lançar uma ofensiva militar contra o Irã."Estamos fazendo planos para qualquer eventualidade e é crucial solucionar assuntos como este", disse a fonte. "Se não solucionarmos estas questões, poderíamos encontrar-nos com uma situação na qual aviões de guerra americanos e israelenses comecem a se atacar entre si", acrescentou.A informação foi publicada no momento em que representantes dos cinco membros permanentes do Conselho de Segurança da ONU (China, França, EUA, Reino Unido e Rússia) e a Alemanha se preparam para abordar a crise do Irã na segunda-feira em Londres.A reunião será realizada depois de a Agência Internacional de Energia Atômica (AIEA) emitir esta semana um relatório que confirma que Teerã não suspendeu o enriquecimento de urânio.O presidente iraniano, Mahmoud Ahmadinejad, indicou na quarta-feira que é "impossível" frear as atividades nucleares de seu país, e acrescentou que "não renunciará nem um pouco a seu direito" às tecnologias atômicas.O Conselho de Segurança das Nações Unidas exige que Teerã suspenda o enriquecimento de urânio e, se não cumprir esta determinação, pode aplicar sanções adicionais contra a República Islâmica.Em 23 de dezembro, a ONU deu um mandato à AIEA para elaborar em 60 dias um relatório que estabeleça se o Irã cumpriu a resolução 1737, que exige a suspensão de "todas as atividades relacionadas com o enriquecimento de urânio".Embora o regime dos aiatolás insista em que seu programa nuclear é dedicado apenas a fins civis, como gerar energia elétrica, os EUA e a União Européia consideram que o Irã pretende construir armas atômicas.Resposta de IsraelO vice-ministro da Defesa de Israel, Ephraim Sneh, negou ainda neste sábado, 24, que o Estado hebreu tenha pedido permissão aos Estados Unidos para sobrevoar o Iraque para um eventual ataque contra o Irã, e disse que as informações a este respeito são propagadas pelos que não querem lidar diplomaticamente com Teerã."Os que não querem lidar política, diplomática e economicamente (com o problema apresentado pelo programa nuclear iraniano) tentam desviar a atenção sobre preparativos que supostamente estamos fazendo", disse Sneh em declarações à rádio pública de Israel.Há 25 anos, Israel bombardeou e destruiu um reator no Iraque e a crise atual com o Irã dá lugar, de forma recorrente, a informações sobre uma possível operação semelhante contra a República Islâmica.Na opinião de Sneh, são "as autoridades internacionais - particularmente do Ocidente - que querem evitar lidar diretamente com o Irã" e tentam "propagar a história" de um ataque israelense ao país dos aiatolás.Esta semana, o primeiro-ministro israelense, Ehud Olmert, afirmou, em entrevista coletiva, que ainda há espaço para solucionar o problema nuclear iraniano por meio de pressão econômica e diplomática."O Irã não está tão perto (de poder produzir armamento nuclear) como assegura que está, embora também não esteja tão longe como gostaríamos" e "ainda se pode fazer algo por meio de esforços econômicos, diplomáticos, financeiros e políticos da comunidade internacional", disse o chefe do governo israelense.Olmert não quis responder a uma pergunta sobre a partir de quando Israel pode considerar que o Irã "cruzou a linha vermelha", mas insistiu em que há margem para usar a pressão diplomática e econômica.O premier reprovou também, como emoutras ocasiões, que um Estado da ONU, como o Irã, peça a destruição de outro país-membro, conforme fez em relação a Israel.

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