Israel: novo governo palestino poderá reviver processo de paz

O porta-voz do ministério do Exterior israelense, Mark Regev, disse nesta sexta-feira que um acordo do novo governo de unidade nacional palestino que atenda as demandas do Quarteto de Madrid poderá reviver o processo de paz entre os dois lados, informou o site israelense Haaretz. O Quarteto - grupo formado pela União Européia (UE), Estados Unidos, ONU e Rússia para negociar o processo de paz no Oriente Medo - pediu ao novo governo que reconheça Israel, renuncie o uso da violência e concorde em retomar acordos de paz anteriormente assinados com o Estado judeu.Os ministros do Exterior da UE concordaram na tarde desta sexta em apoiar o governo de união nacional palestino, desconsiderando as ressalvas norte-americanas."Concordamos em apoiar o novo governo palestino. Isto (o novo governo) é uma importante virada para a situação", disse o ministro do Exterior da Itália, Massimo D´Alema, à agência de notícias Reuters em Bruxelas."Javier Solana (chefe de política exterior da UE) nos contou (...) que o novo governo reconhecerá a assinatura de um tratado assinado pela Autoridade Palestina (AP) no passado. Isso significa que (a AP) reconhecerá Israel como um parceiro", disse D´Alema.O governo de união nacional ficará no lugar do governo anterior liderado pelo Hamas.O ministro do Exterior esloveno, Dimitrij Rupel, disse a repórteres: "Estamos felizes pelo governo de união nacional. Nós estamos agora tentando ajudá-lo, inclusive financeiramente."Mas o ministro britânico Geoff Hoon afirmou: "Ainda não chegamos a essa posição." Washington informou na quinta-feira que não vê nenhuma mudança na política palestina que justifique o cancelamento do embargo a ajudas financeiras.Os palestinos esperam que a introdução de políticos do partido moderado Fatah no governo de união possa fazer com que a UE e outros governos mundiais retomem prontamente o auxílio financeiro que foi cancelado quando o Hamas venceu as eleições parlamentares, em janeiro.O novo governo, que deverá demorar várias semanas para ser formado, deverá se basear em um documento que considera a existência de um Estado palestino ao lado de Israel - o que, efetivamente, significa o reconhecimento de Israel pelos palestinos. Porém, embora o Hamas afirme que apoiará os esforços pela paz de Abbas, o grupo se recusa a deixar de exigir a destruição de Israel. A reivindicação está nos documentos de fundação do grupo.

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