Israel pede adiamento de visita da ONU a Jenin

Israel pede o adiamento da visita da equipe internacional da ONU que investigará as operações militares do governo de Ariel Sharon no campo de refugiados palestinos de Jenin. A missão deveria partir amanhã de Genebra para Israel. Mas hoje, na véspera da ida ao Oriente Médio, os diplomatas israelenses alegaram que o mandato da missão não prevê a investigação dos atentados terroristas por parte dos palestinos e que, portanto, Israel não daria autorização para a entrada da equipe no país. A missão seria liderada pelo ex-presidente finlandês Martii Ahtisaari, pela ex-alta comissária da ONU para refugiados Sadako Ogata e pelo ex-presidente da Cruz Vermelha Internacional Cornelio Sammaruga. Até o início da tarde, os integrantes da missão não sabiam quando poderiam ser autorizados a partir para a Cisjordânia. Em Genebra, onde a missão se reúne desde o início da semana, a ONU garantia que a equipe de investigação seria enviada a Israel "em algum momento durante o fim de semana". "Ainda estamos trabalhando com a possibilidade de partir para o Oriente Médio entre sábado e domingo", disse o porta-voz da missão da ONU, Stephan Dujarric. O porta-voz garante que todos os membros da equipe foram nomeados pelo secretário-geral da ONU, Kofi Annan, e que nem Israel nem o governo dos Estados Unidos influenciaram na escolha dos membros da equipe. Mas a verdade é que, nos últimos dias, a ONU tem atendido a todos os pedidos de Israel: excluiu do grupo a alta comissária de Direitos Humanos, Mary Robinson, que era considerada parcial pelos israelenses, e incluiu três militares no grupo. Um deles é o general aposentado William Nash, dos Estados Unidos. No total, a missão será composta por 15 pessoas, entre elas um médico e um jurista.

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