Israel permitirá campanha palestina em Jerusalém Oriental

O Governo israelense autorizará vários candidatos residentes em Jerusalém Oriental a fazerem campanha eleitoral para as eleições legislativas palestinas de 25 de janeiro, anunciou neste domingo um líder do partido governista Fatah.A Polícia israelense comunicou aos candidatos a decisão governamental da qual também informou a rádio israelense, e que poderia acabar com as dúvidas sobre a realização do pleito caso os habitantes palestinos de Jerusalém Oriental não pudessem participar do mesmo.O Governo israelense tinha se mostrado reticente ao fato de os palestinos de Jerusalém Oriental participarem das eleições, apesar de já terem participado das eleições presidenciais de janeiro de 2005 e nas parlamentares de 1996.Enquanto isso, a Autoridade Nacional Palestina (ANP) tinha expressado seus temores de se ver obrigada a adiar o pleito se os palestinos da parte oriental de Jerusalém não participassem do mesmo.Hattem Abdel Qadder, candidato do Fatah e residente de Jerusalém Oriental, declarou à imprensa que membros dos Serviços de Inteligência israelense informaram aos candidatos que podiam fazer campanha na cidade. Mas o Governo de Israel, segundo o líder do Fatah, tinha posto duas condições. Uma delas era que não permitiria a colocação de cartazes ou outro material eleitoral incitando a violência contra Israel."A segunda condição é a obtenção de todas as permissões necessárias da Polícia israelense antes de realizar os comícios" ou qualquer tipo de reunião relacionada com o pleito, o que deixaria o controle da campanha nas mãos do Governo israelense, acrescentou Abdel Qadder.Até agora, Israel não anunciou oficialmente que os palestinos de Jerusalém poderão participar das eleições como candidatos ou eleitores, mas o ministro de Assuntos Exteriores, Silvan Shalom, já tinha declarado que poderão votar em colégios eleitorais fora da cidade.O Governo israelense considera a cidade de Jerusalém, incluindo a parte oriental que ocupou durante a guerra de 1967 e anexou em 1968, como a capital do estado de Israel, enquanto que os palestinos consideram a parte oriental capital de seu futuro estado.

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