Israel pode ter cometido crimes de guerra, diz comissária da ONU

Pillay afirmou que os bombardeios contra casas e hospitais infringem a lei internacional, mas criticou o disparo de foguetes contra Israel

O Estado de S. Paulo

23 Julho 2014 | 08h45

GENEBRA - Israel pode ter cometido crimes de guerra ao matar civis e bombardear casas e hospitais durante as duas semanas de ofensiva contra a Faixa de Gaza, disse a comissária da ONU para Direitos Humanos, Navi Pillay, nesta quarta-feira, 23.

Ao abrir um debate emergencial no Conselho de Direitos Humanos da ONU, em Genebra, Pillay também condenou o disparo indiscriminado de foguetes e projéteis de morteiro por militantes palestinos contra Israel.

Em um de seus mais duros comentários sobre o conflito, Pillay citou casos de bombardeios aéreos israelenses e disparos de artilharia que atingiram casas e hospitais no enclave costeiro. "Esses são apenas alguns exemplos nos quais parece haver uma forte possibilidade de que a lei humanitária internacional esteja sendo violada, de um modo que pode caracterizar crimes de guerra. Cada um desses incidentes tem de ser investigado de modo adequado e independente."

O Conselho de Direitos Humanos da ONU, com sede em Genebra, convocou uma sessão especial de um dia a pedido dos palestinos, do Egito e do Paquistão.

Israel acusa o Conselho de ser tendencioso e o boicotou durante 20 meses, tendo retomado sua cooperação em outubro. Seu principal aliado, os Estados Unidos, também Estado membro, dizem que Israel é injustamente acusada sozinha.

O número de palestinos mortos na ofensiva israelense chegou nesta quarta-feira a 651, a maioria civil, informou o porta-voz de Ministério da Saúde no território palestino, Ashraf al Qedra, que calculou em 4.050 os feridos após mais uma noite de bombardeios israelenses contra a Faixa de Gaza, um deles matando 11 pessoas em um edifício no centro da Cidade de Gaza.

O número de israelenses mortos durante os confrontos é de 31. /EFE e REUTERS

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