Israel poderá concluir colônias na Cisjordânia mesmo com acordo dos EUA

Israelenses interpretam que pacto com americanos não diz respeito a moratória anterior

Agência Estado

15 de novembro de 2010 | 11h56

JERUSALÉM - Israel será autorizado a concluir a construção de centenas de apartamentos ainda em obras em assentamentos na Cisjordânia, mesmo se aceitar um acordo proposto pelos EUA para que o país paralise os assentamentos. A informação foi dada nesta segunda-feira, 15, por um diplomata com conhecimento do assunto.

 

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Os EUA pressionam Israel para renovar o congelamento dos assentamentos, que expirou em setembro, a fim de retomar as negociações de paz com os palestinos. Em troca, os EUA estão oferecendo incentivos diplomáticos e de segurança.

 

De acordo com a proposta emergencial, as construções de centenas de novas casas iniciadas após o dia 26 de setembro terão de ser suspensas por 90 dias. Mas o congelamento não será aplicado aos apartamentos já em construção que foram isentos na primeira moratória, afirmou o diplomata.

As autoridades tinham fornecido anteriormente informações conflitantes sobre o destino dessas casas. "No nosso entendimento, o que foi permitido na moratória anterior pode continuar. O que não era permitido no âmbito do congelamento anterior não pode continuar", disse o diplomata.

 

De acordo com o Escritório Central de Estatísticas de Israel, 2.140 apartamentos estavam em construção na Cisjordânia até o fim de junho, o último período para o qual há dados oficiais. Não está claro quantos imóveis foram concluídos desde então. Mas cerca de 800 apartamentos foram finalizados nos primeiros seis meses deste ano.

 

Os palestinos não disseram se aceitarão o acordo, cujos detalhes ainda não foram discutidos com os americanos. "Assim que tivermos conhecimento dos detalhes, iremos nos reunir e ter uma resposta", disse o negociador palestino, Saeb Erekat. As informações são da Associated Press.

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