Informação para você ler, ouvir, assistir, dialogar e compartilhar!
Tenha acesso ilimitado
por R$0,30/dia!
(no plano anual de R$ 99,90)
R$ 0,30/DIA ASSINAR
No plano anual de R$ 99,90

Israel poderá remover colônias de judeus, diz Shimon Peres

Israel poderá remover dezenas de colônias de judeus de áreas da Cisjordânia, disse o vice-primeiro-ministro, Shimon Peres, neste sábado, 3. "Sim, as colônias serão removidas - não todas as colônias, e nem tenho certeza se será a maioria das colônias", disse Peres à emissora de televisão Canal 2, de Israel. A quantidade de colônias removidas, entre as 121 existentes, poderá chegar às dezenas, disse ele. "Acho que um empenho sério será feito para realizar o que nos propusemos, que é a remoção de colônias." Israel abriu mão da Faixa de Gaza unilateralmente em 2005, mas abandonou planos de retiradas da Cisjordânia depois da guerra do Líbano, no ano passado. Muitos israelenses se opõem às remoções por temor de impulsionar o Hamas, a facção islâmica no comando palestino. Indagado se o governo palestino poderá realizar negociações com Israel sobre a retirada de colônias, afetando sua escala e ritmo, Peres disse: "Se o Hamas quiser negociar, reconhecer Israel e chegar à paz, então a resposta é, definitivamente, sim." "Vamos implementar (a retirada) de acordo com as ações" do governo palestino, disse Peres, vice do primeiro-ministro Ehud Olmert. A capacidade de Olmert de realizar uma retirada ampla da Cisjordânia diante das objeções de israelenses foi posta em dúvida, dada à queda de sua popularidade desde a guerra de julho e agosto do ano passado contra a guerrilha Hezbollah. Estado palestino Os palestinos querem estabelecer um Estado na Cisjordânia e em Gaza, região que Israel conquistou na guerra de 1967. O Hamas, cuja ala militar contribuiu para uma revolta palestina que já dura seis anos e inclui uma série de atentados suicidas, insiste que não reconhecerá Israel formalmente. A carta de fundação do Hamas, de 1988, defende a destruição do Estado judeu. Mas os líderes do Hamas ofereceram uma trégua de longo prazo com Israel em troca de um Estado palestino viável. O grupo islâmico assinou, no mês passado, um acordo de divisão de poder com a facção Fatah, mais moderada, na esperança de receber aprovação do Ocidente. Um quarteto de mediadores internacionais disse que espera a manifestação da plataforma diplomática do governo de coalizão do Hamas e do Fatah, e por enquanto está mantendo um embargo do Ocidente contra a Palestina, em vigor desde que o Hamas assumiu o poder. Cerca de 268 mil colonos judeus e 2,5 milhões de palestinos moram na Cisjordânia. Israel disse que manterá grandes blocos de colônias na Cisjordânia até que haja um acordo de paz final, posição que é rejeitada pelos palestinos.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.