Israel põe Irã, Síria e Coreia do Norte no 'eixo do mal'

O ministro de Relações Exteriores de Israel, Avigdor Lieberman, afirmou hoje que Coreia do Norte, Síria e Irã compõem o novo "eixo do mal". Ele também afirmou que as armas norte-coreanas apreendidas em Bangcoc (Tailândia) em dezembro tinham como destino grupos militantes do Oriente Médio como Hamas e Hezbollah.

AE-AP, Agência Estado

12 Maio 2010 | 17h05

Lieberman disse, durante sua visita ao Japão, que os três países estão cooperando e que representam a maior ameaça à segurança mundial porque estão construindo e distribuindo armas de destruição em massa. "Este eixo do mal que inclui a Coreia do Norte, a Síria e o Irã é a maior ameaça ao mundo todo", disse ele a jornalistas em Tóquio.

"Nós vimos este tipo de cooperação apenas dois ou talvez três meses atrás, com o avião norte-coreano em Bangcoc, em que havia grande número de diferentes armas com a intenção de contrabando para o Hamas e o Hezbollah", disse Lieberman sem dar maiores detalhes.

A documentação indicava que a carga do avião era equipamento para prospecção de petróleo e que seu destino era a capital iraniana, Teerã. As autoridades tailandesas disseram que as armas a bordo da aeronave incluíam explosivos, granadas propelidas por foguete e componentes para mísseis terra-ar.

A Organização das Nações Unidas (ONU) impôs sanções que proíbem a Coreia do Norte de exportar qualquer tipo de armamento depois que o regime comunista realizou um teste nuclear e com mísseis. Lieberman, que lidera um partido ultranacionalista que integra a coalizão do governo israelense, também disse que os "programas de mísseis" no Irã e na Síria estão recebendo importante apoio da Coreia do Norte, mas não ofereceu evidências de sua afirmação.

"Eixo do mal" é uma expressão criada pelo então presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, em seu primeiro discurso sobre o Estado da União em 2002, quando considerou a Coreia do Norte, o Irã e o Iraque como ameaças aos Estados Unidos.

Palestinos

Lieberman, que se reuniu com o primeiro-ministro japonês Yukio Hatoyama, também declarou que o governo israelense está pronto para iniciar conversações diretas com os palestinos sem precondições. "Não é necessário falar sobre condições para abrir ou reiniciar conversações diretas", disse Lieberman. "Nós temos nossa experiência e assinamos dois acordos de paz com nossos vizinhos, com a Jordânia e com o Egito, como resultado de conversações diretas, não de conversas intermediadas".

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