AFP/ MENAHEM KAHANA
AFP/ MENAHEM KAHANA

Israel prende 12 suspeitos de terem provocado incêndios

Ministro diz que os detidos pertencem a ‘minorias’ que teriam sido motivados por nacionalismo

O Estado de S.Paulo

25 de novembro de 2016 | 19h55

JERUSALÉM - A polícia de Israel informou nesta sexta-feira que prendeu 12 pessoas suspeitas de terem provocado os incêndios florestais de grande proporção que assolam o centro e o norte do país, obrigando a retirada de cerca de 80 mil pessoas da cidade de Haifa e destruindo centenas de casas.

Os bombeiros ainda combatiam as chamas nas colinas dos arredores de Jerusalém e em áreas do norte, com apoio de bombeiros palestinos e equipes de emergência de Grécia, Chipre, Croácia, Itália, Rússia e Turquia.

O primeiro-ministro israelense, Binyamin Netanyahu, disse também ter aceitado ofertas de ajuda do Egito e da Jordânia.

Netanyahu disse que atos criminosos parecem ter sido responsáveis por alguns dos incêndios. Ele também acusou de terrorismo as pessoas que teriam provocado alguns dos focos. Um clima seco fora de época e ventos do leste ajudaram a propagar o incêndio, que começou na quinta-feira e se estendeu por metade do país.

O porta-voz da polícia israelense, Micky Rosenfeld, informou que uma dúzia de pessoas foram detidas enquanto tentavam iniciar incêndios ou fugir da área, mas não deu maiores detalhes.

O ministro da Segurança Interna, Gilad Erdan, disse que pertenciam a “minorias”, uma alusão a cidadãos árabe-israelenses ou a palestinos. “A maior probabilidade é que foram motivados pelo nacionalismo”, afirmou ele à Rádio do Exército.

Os incêndios são os maiores em Israel desde 2010, quando 44 pessoas morreram em um incêndio de grandes proporções no norte. Na ocasião, investigadores concluíram que o fogo foi resultado de negligência.

Aviões estrangeiros começaram nesta sexta-feira a ajudar Israel a combater os incêndios que forçaram a retirada de mais de 80 mil pessoas e voltaram a alimentar os receios entre parte da opinião israelense e da comunidade árabe.

Os palestinos também participaram, ao lado das equipes israelenses, dos trabalhos de extinção das chamas, enviando 41 bombeiros e 8 caminhões a Haifa (norte) e Beit Meir (centro). Muitos habitantes de Haifa passaram a noite longe de suas casas ante o avanço das chamas, que ameaçavam bairros inteiros. / REUTERS e AFP

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