Majdi Mohammed/AP
Majdi Mohammed/AP

Israel prende dois suspeitos por morte de bebê palestino

Extremistas judaicos, em detenção administrativa de seis meses, são investigados por incêndio de casa na Cisjordânia

O Estado de S. Paulo

09 de agosto de 2015 | 19h25

JERUSALÉM - Israel deteve neste domingo, 9, dois suspeitos de pertencer a grupos extremistas judaicos. Foi a segunda vez que a medida da detenção administrativa – sem perspectiva de julgamento – foi utilizada para deter cidadãos israelenses desde o incêndio criminoso em uma casa palestina que matou um bebê e seu pai.

Meir Ettinger e Eviatar Slonim ficarão detidos por seis meses, disse o ministro da Defesa, Moshe Yaalon. Um terceiro homem, Mordechai Meyer, já havia sido detido na terça-feira.

Israel mantém centenas de palestinos em detenção administrativa. O gabinete de segurança do primeiro-ministro, Binyamin Netanyahu, aprovou o uso da medida contra cidadãos israelenses depois do ataque incendiário na Cisjordânia no dia 31.

Israel defende o uso da detenção sem julgamento dizendo que ela é necessária para conter a violência e permitir maior investigação nos casos em que não há provas suficientes para a acusação, ou quando ir ao tribunal poderia expor informantes.

Yaalon acusou Ettinger e Slonim de “envolvimento na atividade de um grupo judeu extremista”. Meyer teria estado envolvido em “ataques terroristas recentes, como parte de um grupo terrorista judeu”, disse Yaalon. Incidentes específicos não foram mencionados. / REUTERS

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