Israel prende estrangeiros de grupo humanitário

O Exército de Israel invadiu o escritório do Movimento Solidariedade Internacional. Na operação, os soldados confiscaram computadores e documentos e prenderam uma americana e uma australiana, disseram testemunhas e uma porta-voz do grupo.Mais de 20 jipes do Exército israelense cercaram o escritório do grupo humanitário pró-palestino na aldeia de Beit Sahour, na Cisjordânia. Em seguida, os militares invadiram o local e confiscaram seis computadores, disse George Rishmawi, um palestino ligado ao grupo.Laura Gordon, porta-voz da organização, confirmou o incidente. As estrangeiras detidas foram a americana Christine Razowsky, de 28 anos, e uma mulher australiana que pediu o sigilo de sua identidade. Fida Gharib, uma palestina de 22 anos que trabalha como secretária da organização também foi detida, disseram pessoas ligadas ao grupo e Gil Kleiman, porta-voz da polícia israelense.O Exército alegou ter "detido diversas pessoas que violaram a lei" na aldeia palestina de Beit Sahour, mas recusou-se a fornecer detalhes sobre o incidente. Kleiman informou que os estrangeiros estavam sob custódia policial e eram interrogados por entrarem numa "área militar restrita".O resultado dos interrogatórios e outras evidências - entre elas os computadores - serão utilizadas pelo Ministério de Interior do Estado judeu para decidir se os estrangeiros devem ou não ser deportados, disse Kleiman. "O objetivo deles é deportar qualquer estrangeiro que nos ajude", denunciou George Rishmawi. "Consideramos essas pessoas testemunhas internacionais do sofrimento do povo palestino."Ainda nesta sexta-feira, o Exército de Israel divulgou um comunicado segundo o qual todos os estrangeiros teriam agora de assinar um termo de responsabilidade para entrar em Gaza, isentando os militares israelenses de responsabilidades. Os estrangeiros também teriam de prometer não interferir nas atividades do Exército.

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