Israel prende parlamentar do Hamas em Jerusalém

Ahmed Abu Atoun estava entre quatro políticos que receberam ordens de deixar Jerusalém após prisão

AE, Agência Estado

26 Setembro 2011 | 09h21

JERUSALÉM - Policiais israelenses à paisana prenderam nesta segunda-feira, 26, um parlamentar do Hamas que estava escondido no escritório da Cruz Vermelha em Jerusalém Oriental desde o ano passado. Ahmed Abu Atoun havia fugido para o local após Israel ordenar sua expulsão da cidade.
 
 
 

Um porta-voz da polícia, Micky Rosenfeld, disse que quando Abu Atoun saiu do prédio foi pego por policiais. A rádio israelense informou que os policiais foram confundidos como árabes.

Abu Atoun estava entre os quatro políticos que Israel prendeu em 2006 por suas ligações com o Hamas, grupo militante que Israel considera uma organização terrorista. Após ficarem um período na prisão, os políticos receberam ordens de deixar Jerusalém, porém buscaram abrigo na Cruz Vermelha para evitar a expulsão.

Um dos outros homens escondidos, o ex-ministro Khaled Abu Arafa, disse a uma emissora de rádio na Faixa de Gaza que a polícia israelense prendeu Abu Atoun em uma tenda que estava em um gramado da propriedade da Cruz Vermelha. Uma porta-voz da Cruz Vermelha, Cecilia Goin, disse que os políticos do Hamas geralmente recebem visitas na tenda e confirmou a prisão.

Abu Atoun é o segundo membro do grupo preso. Outro parlamentar, Mohammed Abu Teir, havia sido detido mais cedo neste mês, após deixar o local.

Justiça

 
Um tribunal israelense ordenou que o governo pague US$ 432 mil à família de um importante ativista de paz palestino, cuja filha de 10 anos foi morta por uma bala de borracha em 2007.
 
Abir Aramin estava parada observando manifestantes na vila de Anata, a norte de Jerusalém, quando as forças israelenses dispararam para dispersar o protesto. Ela morreu dos ferimentos de uma bala, um dia depois. O pai dela, Basam Aramin, é um dos fundadores do grupo Combatants for Peace, que reúne ex-combatentes israelenses e palestinos que agora promovem a coexistência pacífica.

Originalmente, a polícia alegou que uma pedra matou a garota, porém grupos pelos direitos humanos israelenses pressionaram por uma autópsia. O exame provou que ela havia sido atingida por uma bala.

 
As informações são da Associated Press.

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