Israel prepara medidas para facilitar vida de palestinos

O ministro da Defesa de Israel, Amir Peretz, informa ter requisitado ao Exército que desmantele alguns postos de checagem militares que vêm impondo graves dificuldades ao deslocamento de palestinos na Cisjordânia. A medida será parte de um "pacote de boa vontade" que, o governo israelense espera, aumentará o prestígio do presidente palestino, Mahmoud Abbas, em meio a seu próprio povo.Peretz também informou aos comitês de Relações Exteriores e Defesa do Parlamento que apóia a libertação de alguns dos milhares de prisioneiros palestinos mantidos em Israel, mesmo sem a contrapartida de um acordo para a libertação de um soldado israelense capturado por extremistas palestinos.Neste domingo, 25, o premier israelense, Ehud Olmert, disse que ele, também, é a favor da libertação de palestinos antes que o cabo Gilad Shalit seja solto. Olmert havia dito, em outras oportunidades, que não libertaria nenhum palestino até que Shalit estivesse em casa. Mas, numa reunião realizada com Abbas, na noite de sábado, reviu sua posição.Israel espera que uma libertação de prisioneiros, bem como a suavização das restrições ao deslocamento nos territórios palestinos, convença o público palestino de que Abbas é capaz de gerar benefícios que os extremistas do Hamas, grupo que disputa com Abbas o poder entre os palestinos e que já domina o gabinete e o Parlamento, não têm como produzir.Na reunião de sábado, a primeira entre líderes palestinos e israelenses em 18 meses, Olmert ofereceu a Abbas a desativação dos postos de checagem e dezenas de milhões de dólares em recursos que se encontram congelados.Os postos de checagem subdividiram a Cisjordânia em blocos, o que dificulta o deslocamento e estrangula a economia local.Parlamentares que participaram da reunião dos comitês afiram que Peretz mencionou a desativação de 59 postos, em duas etapas. Peretz não ofereceu um cronograma para a implementação da medida.Os palestinos saudaram a decisão de Peretz. Embora o plano preveja a manutenção de centenas de bloqueios rodoviários, "ainda consideramos isso um passo para o fim da restrição interna da Cisjordânia", disse um importante assessor de Abbas, Saeb Erekat.O general Yair Naveh, comandante israelense para a Cisjordânia, vem advertindo que a desativação dos postos tornará mais difícil a tarefa de evitar atentados suicidas, dizem fontes dos serviços de segurança.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.