Israel prepara reação a ataque suicida em Tel-Aviv

O primeiro-ministro de Israel, Ehud Olmert, decide nesta terça-feira que resposta será dada ao ataque suicida de um jovem da Jihad Islâmica em Tel-Aviv, que deixou nove mortos e cerca de 65 feridos. Segundo meios de comunicação locais, Olmert decidirá se tomará medidas contra o governo da Autoridade Nacional Palestina (ANP), liderado pelo grupo Hamas. A ANP se negou a condenar o atentado, qualificando o incidente como um "ato de legítima defesa". Dos nove mortos no atentado de segunda-feira, perto de um movimentado restaurante fast-food ao sul de Tel-Aviv, oito já foram identificadas. Cerca de 30 feridos continuam hospitalizados. Alerta máximo O ministro da Defesa israelense, Shaul Mofaz, decidiu, após uma reunião com altos comandantes do Exército e outros organismos de segurança, recomendar ao primeiro-ministro que ordene operações contra a Jihad Islâmica nas cidades cisjordanianas de Jenin - local de origem do suicida - e Nablus. Forças de segurança israelenses estão em estado de alerta máximo diante da ameaça de novos atentados, segundo informou a rádio pública israelense. Todas as unidades da polícia israelense participarão de patrulhas antiterroristas, que se somam ao bloqueio geral, liderado pelo Exército israelense, dos territórios palestinos e às operações na Cisjordânia, onde foram detidos 21 palestinos, suspeitos de envolvimento em atividades terroristas.

Agencia Estado,

18 Abril 2006 | 03h58

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