Israel pretende deter mais dirigentes do Hamas

O Exército e o Serviço de Segurança Geral (Shin Bet) israelenses pretendem deter mais dirigentes do Hamas para investigar seu envolvimento em supostas atividades terroristas, segundo fontes do Ministério da Justiça. Dos 87 dirigentes do Hamas detidos, 12 foram transferidos para instalações do Shin Bet, informou a agência israelense de notícias Itim. Menachem Mazuz, assessor jurídico do governo, aprovou as detenções, que incluem 10 ministros e 23 deputados palestinos. As ações, planejadas há várias semanas, foram decididas um dia antes da sua execução em várias cidades da Cisjordânia. As mesmas fontes informaram que Mazuz recusou um pedido do diretor do Shin Bet, Yuval Diskin, de estabelecer um regime de "prisão administrativa" para os detidos. Ele rejeitou o uso dos prisioneiros para negociar a libertação do soldado Guilad Shalit, seqüestrado por palestinos em Gaza, e insistiu em aplicar a lei.Os suspeitos podem ser julgados por vinculação a uma organização terrorista - o status do Hamas para Israel, Estados Unidos e União Européia.Os detidos na Cisjordânia "terão direito a uma defesa legal e a investigação de suas atividades terá supervisão judicial", disse um porta-voz do Ministério da Justiça.

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