Israel promete duras sanções caso Hamas assuma AP

O primeiro ministro interino de Israel, Ehud Olmert, reiterou as sanções que seu governo poderá impor caso um governo liderado pelo Hamas tome posse neste final de semana após a primeira reunião do novo parlamento palestino. Dentre as medidas, destacam-se a proibição de deslocamento de centenas de trabalhadores palestinos, o fechamento da fronteira com a Faixa de Gaza e a classificação da Autoridade Palestina (AP) como um inimigo.Olmert recebeu um relato detalhado das sanções propostas pelo Gabinete israelense, e deverá tomar a decisão final sobre a implementação no domingo, um dia depois do novo Legislativo palestino se reunir.O ministro da Defesa de Israel, Shaul Mofaz, recomendou na quinta-feira uma série de restrições a serem impostas após o início da Era Hamas. Segundo o plano, Israel poderia impedir o trânsito entre a Cisjordânia e Gaza, suspender a maioria do financiamento das áreas palestinas e impedir a entrada de trabalhadores palestinos nos territórios israelenses.Israel provavelmente restringirá as transferências para a ANP de cerca de US$ 50 milhões em impostos e taxas alfandegárias, dinheiro crucial para que a Autoridade Palestina pague os salários de 140 mil trabalhadores do governo.Mofaz acrescentou, depois de sua reunião com o Chefe de políticas externas da União Européia, Javier Solana, que, se o Hamas não moderar suas posições eles terão uma política clara e inequívoca contra os militantes islâmicos. Ele acrescentou que o Hamas está procurando dinheiro e conselhos do Irã diante das ameaças de corte de ajuda financeira. O país é inimigo de Israel.Segundo o porta-voz do governo, Raanan Gissin, Israel irá impedir que os legisladores do Hamas, que vivem na Faixa de Gaza, viajem de Ramallah para a Cisjordânia para a abertura do Parlamento, no sábado.Em um sinal de pragmatismo, oficiais do Hamas disseram que iriam nomear, Ismail Haniyeh, de postura relativamente moderada, como novo primeiro ministro. Haniyeh, de 46 anos, reside no campo de refugiados Shati, em Gaza, e serviu como ligação entre o Hamas e Fatah, partido palestino de oposição. Sobre as restrições, ele acusou Israel de incitar punições coletivas e que o seu povo não se ajoelharia diante de tais medidas.

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