Israel promete libertar prisioneiros palestinos

Israel vai libertar "um número limitado" de prisioneiros palestinos, disse neste sábado o ministro de Assuntos Internacionais, Estratégia e Inteligência do país, Yuval Steinitz, após os Estados Unidos anunciarem que serão retomadas as conversas de paz diretas entre os dois lados.

Agência Estado

20 de julho de 2013 | 20h34

"Haverá uma libertação limitada de prisioneiros", afirmou Steinitz a uma rádio pública. Alguns dos que serão libertados estão em prisões israelenses já faz 30 anos, acrescentou ele. De acordo com o grupo israelense de defesa dos direitos B''Tselem, pelo menos 4.713 palestinos estão detidos em prisões de Israel.

Segundo fontes, o presidente da Autoridade Nacional Palestina, Mahmoud Abbas, teria aceitado voltar à mesa de negociação com Israel somente após o secretário de Estado dos EUA, John Kerry, lhe enviar uma carta garantindo que as bases para a negociação vão ser as fronteiras israelenses antes de 1967. Além disso, o governo israelense teria se comprometido a não emitir novas permissões para assentamentos em territórios ocupados na Cisjordânia. Em troca, os palestinos prometeram não buscar uma ação diplomática contra Israel em nenhuma organização internacional.

O Departamento de Estado dos EUA não confirmou a existência da suposta carta enviada por Kerry. Ele anunciou nesta sexta-feira um acordo sobre as bases para o retorno das negociações entre israelenses e palestinos, que foram interrompidas cinco anos atrás. Os dois lados devem se encontrar na próxima semana.

O primeiro-ministro de Israel, Benjamin Netanyahu, disse neste sábado que as negociações com os palestinos são "vitais" para o país. "A retomada do processo de paz é um interesse estratégico vital para o Estado de Israel. É importante tentar encerrar o conflito entre nós e os palestinos, especialmente em função dos desafios que enfrentamos, com Irã e Síria", afirmou ele.

Mas Netanyahu enfrenta uma forte oposição mesmo entre seus aliados. O ministro da Economia, Naftali Bennett, disse que vai tirar seu Partido Casa Judia da coalizão de governo se o primeiro-ministro concordar com a questão das fronteiras anteriores a 1967. Já o vice-ministro de Defesa, Danny Danon, condenou a libertação dos prisioneiros palestinos. "Esses assassinos não podem ser libertados como um ''ato de boa vontade'' ou um prêmio pelo retorno das negociações", afirmou.

As negociações também não são unanimidade no lado palestino. No território da Faixa de Gaza, controlado pelo Hamas, o porta-voz Sami Abu Zuhri disse que o grupo rejeita o anúncio de Kerry. "Nós não reconhecemos a legitimidade de Abbas para negociar em nosso nome", afirmou. As informações são da Associated Press.

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