Israel quer 'tranquilidade' no Egito e Irã celebra

O governo de Israel ainda não se manifestou oficialmente sobre a queda de seu principal aliado no mundo árabe. Um alto funcionário do governo, citado pela France Presse, disse apenas que "é cedo demais para prever como a renúncia de Mubarak vai afetar as coisas. Esperamos que a transição para a democracia, no Egito e em seus vizinhos, seja feita com tranquilidade".

RENATO MARTINS, Agência Estado

11 de fevereiro de 2011 | 17h55

No território palestino ocupado de Gaza, Sami Abu Zuhri, um porta-voz do Movimento Islâmico de Resistência (Hamas), saudou a queda de Mubarak como "o começo da vitória da revolução egípcia. Essa vitória é o resultado dos sacrifícios e da determinação do povo egípcio", informou o jornal israelense Haaretz.

"Exortamos a nova liderança do Egito a tomar imediatamente a decisão de suspender o bloqueio de Gaza e abrir a fronteira em Rafah permanentemente, para permitir a livre movimentação das pessoas e para que o processo de reconstrução de Gaza possa começar", disse Zuhri. Segundo a agência de notícias palestina Ma''An, moradores de Gaza deram tiros para o alto e dispararam rojões para comemorar a queda de Mubarak.

Já a Autoridade Nacional Palestina, controlada pelo partido Fatah, adversário do Hamas, ainda não se manifestou sobre a derrubada do presidente egípcio.

Em Beirute, o partido libanês Hezbollah (Partido de Deus) saudou o povo egípcio por sua "vitória histórica"; libaneses soltaram fogos de artifício e acionaram as buzinas de seus carros em comemoração à queda de Mubarak, informou a Associated Press.

Em Teerã, o presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, participou de uma manifestação de celebração do 32º aniversário da Revolução Islâmica que derrubou o regime pró-Estados Unidos do xá Reza Pahlevi. "Apesar dos desígnios complicados e satânicos do Ocidente, um novo Oriente Médio está começando a emergir, sem o regime sionista e interferência dos EUA, um mundo no qual potências arrogantes não terão lugar", discursou Ahmadinejad, diante de uma multidão. Durante a manifestação, a televisão estatal iraniana alternava imagens ao vivo da praça Azadi ("da liberdade"), em Teerã, e da praça Tahrir ("da libertação"), no Cairo.

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