Israel rechaça investigação sobre conflito em Gaza

O governo israelense afirmou hoje que não designará uma comissão independente para avaliar a conduta de seus militares na Faixa de Gaza durante ofensiva encerrada em janeiro. O país rechaçou um relatório das Nações Unidas que acusou os israelenses de crimes de guerra. O documento de investigadores apontados pela Organização das Nações Unidas (ONU) diz que Israel utilizou fogo de artilharia desproporcional e não levou em conta a possibilidade de que morressem civis na ação. O informe da entidade, divulgado ontem, pede que Israel realize uma investigação independente sobre a ofensiva militar. Do contrário, o caso seguirá para um tribunal penal internacional.

AE-AP, Agencia Estado

16 de setembro de 2009 | 13h31

Um porta-voz do Ministério das Relações Exteriores disse que Israel lançou uma ofensiva diplomática para bloquear qualquer recomendação da Corte Penal Internacional. Os funcionários israelenses se recusaram a cooperar com a investigação e rejeitaram suas conclusões. Segundo Israel, o organismo é parcial. O porta-voz disse que o relatório é "produto de uma união entre a propaganda e a parcialidade".

A equipe da ONU, encabeçada pelo veterano promotor judeu Richard Goldstone, concluiu que tanto Israel quanto o Hamas cometeram crimes contra a humanidade no conflito. Israel lançou a campanha de 22 dias em Gaza para punir os rebeldes da região que lançavam foguetes em seu território. Centenas de civis palestinos morreram na ação.

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