Israel reduz operação militar em Gaza

O governo de Israel reduz a escala de sua operação militar na Faixa de Gaza, depois de o primeiro-ministro Ariel Sharon dar ouvidos a um alerta dos militares sobre os riscos de uma presença prolongada na área, e de os Estados Unidos cobrarem uma retirada rápida. A decisão foi anunciada horas depois de o premier ter dito que a "Operação Dias de Penitência" iria prosseguir e até ganhar corpo. O objetivo dos "Dias de Penitência" é impedir que palestinos disparem foguetes contra cidades israelenses. O aparente ziguezague do chefe de governo reflete um dilema: os foguetes palestinos minam o apoio político à proposta de Sharon para retirada total de Gaza em 2005, e a ação militar ostensiva Atari críticas internacionais por vitimar palestinos inocentes e ser incapaz de pôr fim aos foguetes. Desde o início da operação, em 29 de setembro, 108 palestinos foram mortos. Entre os mortos há dezenas de civis, incluindo 18 menores de idade. Tanques e escavadeiras israelenses deixaram um rastro de destruição no norte de Gaza, arrasando casas e a infra-estrutura de eletricidade e saneamento.

Agencia Estado,

15 Outubro 2004 | 13h27

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