Israel reduz operações contra palestinos na Cisjordânia

Autoridades do Exército de Israel revelaram nesta segunda-feira, 4, que suas forças reduzirão as operações de busca na Cisjordânia e imporão obstáculos para que comandantes locais ordenem tais ações. O objetivo é fortalecer uma frágil trégua em vigor há pouco mais de uma semana na Faixa de Gaza.Apesar disso, o Exército israelense matou um militante e deteve outros 17 na Cisjordânia entre a noite de domingo último, 3, e a manhã desta segunda-feira, informou o comando militar do Estado judeu.O frágil acordo de cessar-fogo entre israelenses e palestinos não inclui a Cisjordânia e militantes têm ameaçado promover represálias às operações de busca promovidas pelo Exército de Israel contra supostos guerrilheiros palestinos na região.Tanto a Jihad Islâmica quando o Hamas alertaram que as contínuas operações militares de Israel na Cisjordânia minam a trégua e poderão levar a retaliações.Sob condição de anonimato, oficiais do alto escalão do Exército disseram nesta segunda que decidiram reduzir o número de operações na Cisjordânia como parte dos esforços do governo israelense para expandir a trégua.De acordo com as fontes, as operações de busca não podem mais ser ordenadas por comandantes locais. A ordem agora precisa partir de comandantes regionais ou de divisão, tirando a autonomia de oficiais de baixo escalão.A trégua em Gaza, iniciada no domingo da semana passada, encerrou uma operação militar israelense iniciada havia cinco meses e que resultou na morte de mais de 400 palestinos. O cessar-fogo alimenta esperanças de que possa ser retomado o estagnado processo de paz entre israelenses e palestinos.Desde o início da trégua, militantes palestinos dispararam 16 foguetes rústicos contra alvos israelenses, mas sem causar vítimas. Desses 16 disparos, 11 ocorreram nas primeiras horas do cessar-fogo. Um foi disparado nesta manhã.Numa sessão do Comitê de Defesa e Relações Exteriores do Parlamento de Israel, o primeiro-ministro Ehud Olmert afirmou aos deputados de seu país que o governo responderá com contenção aos ataques e lembrou que cinco meses de ofensiva contra Gaza não foram capazes de impedir tais disparos.

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